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Grãos de café representam a força da produção brasileira, mesmo com marcas dominadas por empresas estrangeiras (Foto: Ben Kolde/Unsplash)
Por: Editorial | 26/03/2026 07:19
O Brasil, reconhecido como o maior produtor de café do mundo, mantém uma forte presença no mercado internacional e interno. No entanto, grande parte das marcas disponíveis nos supermercados brasileiros pertence a empresas com capital estrangeiro, que atualmente dominam mais da metade do setor no país.
De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria do Café, quatro companhias concentram cerca de 55,6% do mercado nacional: 3 Corações, JDE Peet’s, Melitta e Nestlé. Essas corporações controlam marcas amplamente consumidas, como Pilão, Nescafé, Nespresso e 3 Corações, entre outras.
A presença estrangeira no setor não é recente. Empresas como Nestlé e Melitta iniciaram suas operações no Brasil com outros produtos antes de expandirem para o segmento cafeeiro. Já a JDE Peet’s consolidou sua atuação a partir da aquisição de marcas tradicionais nacionais no final dos anos 1990. O grupo 3 Corações, por sua vez, surgiu da união entre capital brasileiro e estrangeiro, fortalecendo sua posição no mercado.
Esse avanço está diretamente ligado à expansão das redes de supermercados no Brasil, especialmente entre as décadas de 1990 e 2000, o que ampliou a distribuição e popularização de marcas antes restritas a determinadas regiões. Com um mercado mais estruturado e de grande consumo interno, o país tornou-se atrativo para investimentos internacionais no setor.
Apesar do controle externo de diversas marcas, o café consumido pelos brasileiros é integralmente produzido no país no caso do produto torrado e moído. As empresas adquirem os grãos de produtores locais ou cooperativas, realizam o processamento em território nacional e distribuem para o varejo. Estima-se que cerca de 22 milhões de sacas sejam destinadas anualmente ao consumo interno, evidenciando a relevância do mercado doméstico. Com informações: g1
