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Morte de adolescente em hospital de Nioaque gera suspeita de negligência


Família questiona atendimento médico, demora no socorro e ausência de perícia após óbito.
Família pede investigação sobre atendimento após morte de adolescente em hospital de Nioaque (Foto: Divulgação) Por: Editorial | 27/03/2026 13:02

A morte do adolescente João Arthur Santana da Silva, de 16 anos, provocou comoção e levantou suspeitas sobre possível negligência no atendimento prestado no hospital municipal de Nioaque.

Segundo relatos da família, o jovem procurou atendimento médico pela primeira vez no dia 5 de março de 2026, sendo medicado e liberado. Três dias depois, retornou à unidade com sintomas como dor de cabeça intensa, febre alta e vômitos. Após exames, teria recebido diagnóstico de dengue e novamente foi liberado após medicação.

No dia 10 de março, o quadro se agravou significativamente. De acordo com os familiares, o adolescente voltou ao hospital apresentando fortes dores, febre persistente, vômitos com sangue e dificuldade respiratória, com baixa saturação de oxigênio. Mesmo diante da gravidade, a família afirma que houve demora de aproximadamente duas horas para o atendimento.

Após ser assistido, o jovem foi submetido a exames e colocado em oxigênio. Conforme os relatos, ele chegou consciente à unidade, caminhando e conversando. Horas depois, os familiares foram orientados a deixar o local para a realização de procedimentos médicos.

Ainda segundo a família, não houve autorização para intervenções mais invasivas. Posteriormente, foram informados de que o adolescente seria transferido para Aquidauana, devido à instabilidade do quadro clínico. No entanto, antes da remoção, ele passou mal e perdeu a consciência.

A confirmação da morte ocorreu no mesmo dia, após um período em que os familiares relatam falta de informações. A certidão de óbito aponta como causas sangramento não especificado, parada cardiorrespiratória e insuficiência respiratória aguda.

A família também questiona a ausência de perícia e o fato de o corpo não ter sido encaminhado ao Instituto Médico Legal, além de apontar inconsistências nas informações fornecidas sobre o caso.

Diante das circunstâncias, os familiares cobram esclarecimentos das autoridades e investigação sobre a conduta adotada durante o atendimento. Com informações: Top Mídia News




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