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(Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo)
Por: Editorial | 27/03/2026 14:52
Mato Grosso do Sul se tornou o primeiro estado do país a cumprir todos os quesitos de governança climática acordados entre os entes subnacionais. Os dados foram divulgados na segunda edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, publicada na terceira semana de março.
O levantamento reúne informações sobre atividades econômicas, impactos ambientais — como a emissão de gases de efeito estufa — e as políticas públicas adotadas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Entre os avanços, o Estado passou a integrar o grupo de oito unidades da federação com melhores índices de destinação correta de resíduos sólidos urbanos. Em 2015, apenas 44% dos municípios realizavam a destinação adequada; em 2024, esse número chegou a 85%.
Outro destaque é a implantação completa das etapas de gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a disponibilização de equipes para operacionalizar o Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocando o Estado ao lado de Minas Gerais e Bahia nesse quesito.
Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul também estruturou a Política Estadual de Mudanças Climáticas, criou o Fórum Estadual sobre o tema e promoveu encontros para discutir soluções ambientais.
Em parceria com o governo federal e o estado vizinho, foi implementado o plano de prevenção e controle do desmatamento e das queimadas no Pantanal.
O desempenho socioeconômico também contribui para o resultado. O Estado está entre os menos desiguais do país, segundo o Índice de Gini, e registrou, em 2023, um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 13,4%, um dos maiores do Brasil.
Em nível nacional, houve queda nas emissões de gases de efeito estufa, que passaram de 1,92 bilhão de toneladas em 2023 para 1,49 bilhão em 2024. A agropecuária segue como uma das principais atividades responsáveis pelas emissões. Com informações: Agência MS GOV
