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Nova regra permite financiar material genético e biotecnologias para aumentar produtividade e sustentabilidade na pecuária (Foto: Mapa/Divulgação)
Por: Editorial | 28/03/2026 07:55
O Conselho Monetário Nacional aprovou uma nova medida que amplia o acesso ao crédito rural para investimentos em melhoramento genético na pecuária brasileira. A Resolução nº 5.288, publicada nesta semana, passa a permitir o financiamento de materiais genéticos como sêmen, óvulos e embriões, além de serviços ligados à inseminação artificial e transferência de embriões.
A iniciativa integra o RenovAgro, principal instrumento de incentivo à agropecuária de baixo carbono no país. Com a mudança, produtores poderão utilizar integralmente o limite de crédito disponível, atualmente de até R$ 5 milhões por projeto, para investir em tecnologias que aumentem a produtividade e reduzam impactos ambientais.
A medida beneficia diferentes cadeias produtivas, incluindo bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos. O financiamento terá prazo de até cinco anos, com carência de até 12 meses, facilitando a adoção das biotecnologias no campo.
Estudos técnicos indicam que o uso de técnicas como a inseminação artificial em tempo fixo pode reduzir significativamente a emissão de gases de efeito estufa. Na pecuária leiteira, a redução pode chegar a 37% por litro de leite produzido, enquanto na pecuária de corte a diminuição pode alcançar até 49% por quilo de peso vivo.
Além dos ganhos ambientais, a tecnologia também contribui para avanços produtivos, como a redução da idade ao primeiro parto e o aumento da taxa de desmame, fatores que elevam a eficiência do rebanho e a competitividade do setor.
A resolução também contempla mudanças no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, ampliando o acesso de pequenos produtores às mesmas tecnologias, com condições diferenciadas de financiamento para a pecuária leiteira.
A iniciativa faz parte da estratégia do Ministério da Agricultura e Pecuária de promover uma pecuária mais eficiente e sustentável, alinhando aumento de produção com redução do uso de recursos naturais e das emissões de carbono. Com informações: Dourados News
