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Pai denuncia falhas em atendimento após morte de criança por picada de escorpião no interior de SP


Menino de 3 anos não resistiu após transferência hospitalar; família relata demora e ausência de soro em unidade de saúde
Criança foi atendida inicialmente em hospital de Conchal antes de ser transferida para unidade de referência em Araras (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 02/04/2026 13:05

A morte de uma criança de três anos após ser picada por um escorpião gerou questionamentos sobre o atendimento médico prestado em Conchal. O caso ocorreu no dia 31 de março de 2026 e mobilizou unidades de saúde da região.

Segundo relato do pai, Paulo Mendes, houve demora na identificação da gravidade do quadro clínico do filho durante o atendimento inicial no Hospital e Maternidade Madre Vannini. A criança deu entrada na unidade após ser picada enquanto brincava no quintal de casa.

De acordo com a família, o menino apresentava dor intensa e outros sintomas, mas permaneceu por um período aguardando atendimento. O pai também afirmou que questionou a equipe sobre a aplicação do soro antiescorpiônico, sendo informado de que o medicamento seria administrado apenas se necessário.

Com o agravamento do quadro, a criança foi transferida para a Santa Casa de Araras, referência para esse tipo de atendimento na região. Apesar dos esforços da equipe médica, o menino não resistiu e morreu na manhã do dia seguinte.

Em nota, a Prefeitura de Conchal informou que o município não é referência para armazenamento e aplicação de soros antivenenos, seguindo diretrizes da Secretaria Estadual de Saúde que centralizam esse tipo de atendimento em unidades específicas, como a de Araras.

Já o hospital onde ocorreu o primeiro atendimento declarou que adotou as medidas clínicas compatíveis com sua estrutura, destacando que não possui UTI pediátrica nem integra a rede de unidades responsáveis pela disponibilização do soro. A instituição também afirmou que a transferência foi realizada conforme protocolos do sistema de regulação estadual.

Casos de acidentes com escorpiões têm aumentado no Brasil nos últimos anos, especialmente em regiões urbanas. Crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis, o que reforça a importância de atendimento rápido e adequado diante de situações desse tipo. Com informações: g1




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