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Hoje é Sexta-feira, 03 de Abril de 2026.
Por: Editorial | 03/04/2026 09:51
O encerramento da janela partidária nesta sexta-feira provocou uma reorganização no cenário político de Mato Grosso do Sul, com reflexos na composição das bancadas da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados. As mudanças consolidaram o fortalecimento de partidos ligados ou próximos à base de sustentação do governo estadual, ampliando sua presença nas duas esferas do Legislativo.
Na Câmara Federal, a federação União Progressista, formada por Progressistas (PP) e União Brasil, passou a liderar a representação sul-mato-grossense. A bancada, que antes contava apenas com o deputado federal Luiz Ovando, ganhou reforço com as filiações de Geraldo Resende, do União Brasil, e Dagoberto Nogueira, do Progressistas, tornando-se a maior representação do Estado em Brasília.
O PSDB foi o partido que mais perdeu espaço nesse processo. Além de Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende, a sigla também perdeu o deputado Beto Pereira, que se filiou ao Republicanos e garantiu à legenda uma cadeira na Câmara Federal por Mato Grosso do Sul.
Na Assembleia Legislativa, o Partido Liberal foi o principal beneficiado. A legenda passou de três para sete deputados estaduais. Embora tenha perdido João Henrique Catan para o Novo, o partido recebeu Mara Caseiro, Zé Teixeira, Paulo Corrêa, Márcio Fernandes e Lucas de Lima, consolidando a maior bancada da Casa de Leis.
O Republicanos também apresentou crescimento expressivo. Antes representado apenas pelo deputado Antonio Vaz, o partido passou a contar com quatro parlamentares após a filiação de Pedrossian Neto, ex-PSD, Renato Câmara, ex-MDB, e Roberto Hashioka, que deixou o União Brasil.
A federação União Progressista também ampliou sua presença na Assembleia, alcançando quatro cadeiras com os deputados Gerson Claro, Londres Machado e Jamilson, pelo Progressistas, além de Rinaldo Modesto, que ingressou no União Brasil após deixar o Podemos.
Entre as demais bancadas, o Partido dos Trabalhadores manteve seus três deputados estaduais. Já o PSDB, mesmo após perdas, incorporou o deputado Paulo Duarte, que deixou o PSB. O MDB também registrou redução, passando a contar apenas com o deputado Júnior Mochi.
Com a nova configuração partidária, a base de apoio ao governo estadual tende a ganhar maior peso nas decisões do Legislativo, o que pode influenciar diretamente a tramitação e aprovação de projetos considerados estratégicos para a administração estadual.
