|
Hoje é Quinta-feira, 23 de Abril de 2026.
Casos de feminicídio registrados em diferentes municípios de Mato Grosso do Sul em 2026 (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 07/04/2026 07:11
A confirmação da morte da subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, como feminicídio, marcou o primeiro caso registrado em 2026 em Campo Grande e reforçou um cenário alarmante em Mato Grosso do Sul. Apesar de ser o primeiro na Capital, o estado já contabiliza nove ocorrências desse tipo de crime apenas nos primeiros meses do ano.
A policial foi morta dentro de casa, enquanto ainda estava fardada, após retornar para o horário de almoço. O suspeito, que apresentou versões inconsistentes sobre o ocorrido, foi detido em flagrante por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher no local do crime.
Em nota oficial, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul manifestou pesar pela perda e destacou o impacto da morte entre os integrantes da corporação. A instituição ressaltou a solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho diante de uma perda considerada irreparável.
O caso chama atenção não apenas pela vítima integrar as forças de segurança, mas por evidenciar a gravidade da violência doméstica e de gênero no estado. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que Mato Grosso do Sul figura entre as unidades da federação com maiores índices de feminicídio no país.
Entre 2021 e 2025, foram registrados 181 assassinatos de mulheres classificados como feminicídio. O ano de 2022 concentrou o maior número de casos, com 44 ocorrências. Quando analisada a taxa proporcional, o estado ocupa a terceira posição nacional, com 2,7 mortes a cada 100 mil mulheres, ficando atrás apenas de Acre e Rondônia.
Em 2026, o cenário segue preocupante. Em menos de quatro meses, nove mulheres foram vítimas desse tipo de crime em diferentes municípios, evidenciando a abrangência do problema em todo o território sul-mato-grossense.
Os registros ocorreram nas cidades de Bela Vista, Corumbá, Coxim, Três Lagoas, Ponta Porã, Anastácio, Paranhos, Selvíria e Campo Grande, demonstrando que a violência não se concentra em uma única região.
Especialistas apontam que o enfrentamento ao feminicídio exige políticas públicas integradas, fortalecimento das redes de proteção e ampliação de canais de denúncia, além de ações educativas que combatam a cultura da violência de gênero.Com informações: Top Mídia News
.
