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Greve mesmo barrada pela Justiça causa incerteza nas escolas de Curitiba


Pais levaram os filhos sem saber como seria o atendimento; Justiça determinou multa diária de até R$ 100 mil ao sindicato.
Pais levaram os filhos às escolas mesmo com incerteza sobre o funcionamento das unidades. (Foto: Djalma Malaquias) Por: Editorial | 08/04/2026 08:09

Mesmo após a Justiça considerar ilegal a greve dos professores da rede municipal de Curitiba, a paralisação iniciada nesta quarta-feira (8) provocou incerteza entre pais e responsáveis, que levaram os filhos às escolas sem saber como seria o funcionamento das unidades.

Em diferentes regiões da capital paranaense, o cenário foi marcado por atendimento parcial e informações desencontradas. Em algumas escolas, a orientação foi de aulas normais, já que parte dos professores compareceu ao trabalho. Em outras unidades, o número reduzido de profissionais obrigou a reorganização das turmas, com alunos de diferentes idades sendo reunidos em uma mesma sala.

Na Escola Municipal Mirazinha Braga, no bairro Bom Retiro, pais relataram que receberam a informação de que as atividades seriam mantidas normalmente. Já em um centro de educação infantil na região do Centro Cívico, apenas quatro professoras das 21 previstas compareceram, o que levou à adaptação do atendimento.

A paralisação foi aprovada em assembleia com participação de mais de 2,5 mil professores, que rejeitaram a proposta apresentada pela Prefeitura de Curitiba. Entre as principais reivindicações da categoria estão valorização salarial, progressão na carreira, melhores condições de trabalho e redução da superlotação nas salas de aula.

Em decisão liminar, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) classificou a greve como ilegal e abusiva, apontando que não houve esgotamento das negociações e que não foi garantida a manutenção dos serviços essenciais. A decisão prevê multa diária de R$ 100 mil ao Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) em caso de descumprimento.

Apesar da determinação judicial, professores mantiveram mobilização na Praça 19 de Dezembro, no centro da cidade, e seguiram em manifestação até a sede da prefeitura. O sindicato contestou a decisão e afirmou que a paralisação é legítima diante das condições enfrentadas pela categoria. Com informações: Banda B.

 




Diário do Interior MS
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