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Mato Grosso do Sul se destaca na produção de etanol e pode ganhar espaço com cenário internacional instável. (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Por: Editorial | 08/04/2026 14:49
A crise no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, pode abrir novas oportunidades para o agronegócio de Mato Grosso do Sul, especialmente na produção de etanol. O tema foi debatido nesta quarta-feira (8), durante o seminário LIDE Agronegócio, realizado em São Paulo.
Responsável por cerca de 30% do escoamento global de petróleo, a região enfrenta instabilidade provocada por tensões geopolíticas, o que já impacta diretamente os custos de combustíveis e fertilizantes no Brasil. Esse cenário preocupa produtores, mas também cria espaço para alternativas energéticas.
Especialistas avaliam que os biocombustíveis ganham força diante desse contexto, e Mato Grosso do Sul se destaca como um dos principais polos de produção de etanol de milho e cana-de-açúcar no país. A expectativa é de que o estado alcance quase 5 bilhões de litros na safra 2025/2026, impulsionado por investimentos e políticas como o RenovaBio.
Durante o evento, lideranças do setor destacaram que conflitos internacionais têm impacto direto no campo brasileiro, mesmo ocorrendo a milhares de quilômetros de distância. O aumento no preço do diesel e possíveis dificuldades no fornecimento de insumos já são percebidos por produtores em algumas regiões.
Segundo especialistas, os efeitos da crise variam conforme a cadeia produtiva, mas tendem a atingir logística, exportações e custos de produção. Por outro lado, o momento é visto como estratégico para ampliar o protagonismo do Brasil na produção de etanol, inclusive no cenário internacional.
Com mais de 100 países produtores de cana-de-açúcar no mundo, a ampliação do uso do etanol pode se tornar uma alternativa relevante diante das incertezas no mercado global de energia. Com informações: CG News.
