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Avanço da chikungunya leva Saúde de MS a adotar protocolo emergencial para casos graves


Nova medida estabelece resposta rápida e uso de recursos excepcionais para evitar agravamentos e mortes.
Unidades de saúde intensificam atendimento diante do aumento de casos de chikungunya em MS (Foto: Arquivo SES/HRD) Por: Editorial | 09/04/2026 08:08

Diante do aumento expressivo de casos de chikungunya, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul implementou um fluxo emergencial voltado ao atendimento de pacientes em estado grave. A medida foi oficializada por meio de resolução publicada no dia 7 de abril e busca garantir maior agilidade na assistência médica em todo o Estado.

O novo protocolo determina que ocorrências classificadas como prioridade máxima, consideradas graves ou potencialmente graves, devem ter resposta regulatória em até uma hora após a solicitação. O prazo passa a ser tratado como obrigatório, com o objetivo de reduzir riscos de agravamento do quadro clínico e possíveis óbitos.

Entre os mecanismos previstos está a utilização da chamada “vaga zero”, recurso excepcional que autoriza a transferência imediata de pacientes críticos mesmo na ausência de leitos disponíveis. A estratégia poderá ser adotada quando todas as alternativas convencionais forem esgotadas dentro do tempo clínico necessário.

A iniciativa ocorre em meio ao cenário de emergência em saúde pública registrado no município de Dourados, onde a circulação do vírus permanece elevada. Dados recentes apontam índices de positividade entre 72% e 79%, além da confirmação de casos graves, registros em gestantes e mortes associadas à doença ao longo de 2026.

De acordo com a secretária de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, o objetivo da medida é tornar o sistema mais eficiente diante da alta demanda. Segundo ela, a organização de um fluxo mais ágil é essencial para assegurar atendimento no tempo adequado e ampliar as chances de recuperação dos pacientes.

O modelo adotado prioriza a integração entre as centrais de regulação municipal e estadual, com definição clara das etapas de encaminhamento. Em Dourados, o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados será a principal referência inicial para casos graves, seguido pelo Hospital Regional de Dourados. Caso não haja resposta dentro do prazo estipulado, a transferência poderá ser realizada para qualquer unidade com capacidade de atendimento.

A resolução também estabelece critérios clínicos para classificação dos pacientes, considerando sinais como choque, desidratação intensa, alteração do nível de consciência, insuficiência respiratória e condições de maior vulnerabilidade, incluindo gestantes, pessoas com comorbidades e populações indígenas.

Entre os principais objetivos do fluxo emergencial estão a padronização do atendimento, a redução de falhas no sistema de regulação, a ampliação do acesso a leitos de maior complexidade e o fortalecimento da comunicação entre as unidades de saúde. As equipes responsáveis pelo primeiro atendimento devem iniciar imediatamente as medidas de estabilização e manter contato contínuo com a central até a transferência do paciente.

Para avaliar a efetividade da estratégia, a secretaria instituiu indicadores de monitoramento com análises diárias e semanais, incluindo tempo de resposta, número de solicitações atendidas, negativas de vagas e ocorrências de óbitos durante o processo de transferência.

A medida tem caráter temporário e permanecerá em vigor enquanto durar a situação de emergência epidemiológica no Estado. Após esse período, os protocolos anteriores deverão ser retomados. Com informações: Agência MS GOV




Diário do Interior MS
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