|
Hoje é Terça-feira, 14 de Abril de 2026.
Por: Editorial | 11/04/2026 07:45
Mato Grosso do Sul deve enfrentar um cenário de chuvas irregulares e temperaturas acima da média entre maio e julho de 2026, período considerado decisivo para o desenvolvimento do milho segunda safra. A projeção foi divulgada nesta sexta-feira (10) com base em dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), apontando riscos ao desempenho das lavouras no Estado.
De acordo com a estimativa, a produção pode ultrapassar 11 milhões de toneladas na safra 2025/2026. O milho deve ocupar cerca de 46% da área destinada à soja, percentual menor que o registrado em anos anteriores, o que indica mudanças no uso das áreas agrícolas.
Segundo o assessor técnico da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), Flavio Aguena, o cultivo tem sido direcionado para regiões com menor risco climático. Ele destaca que outras culturas, como sorgo, milheto e pastagens, vêm ganhando espaço como alternativas na segunda safra.
O período de maio a julho concentra fases importantes do desenvolvimento das lavouras e o início da colheita. Historicamente, a região registra entre 100 e 300 milímetros de chuva nesse intervalo, mas a previsão atual indica distribuição irregular da umidade, fator que pode comprometer o desempenho das plantas em momentos críticos.
Outro ponto de atenção é a tendência de temperaturas acima da média, associada a uma probabilidade de 61% de formação do fenômeno El Niño no trimestre, condição que pode intensificar o calor e alterar o regime de chuvas no Estado.
Diante desse cenário, o monitoramento climático deve ser fundamental para orientar o manejo e reduzir possíveis impactos na produção agrícola. Com informações: CG News.
