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Hoje é Sábado, 11 de Abril de 2026.
Cotação do dólar registra queda e se aproxima de R$ 5,00, enquanto mercado reage a cenário internacional mais favorável (Foto: REUTERS Dado Ruvic)
Por: Editorial | 11/04/2026 08:40
O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira em clima de otimismo, com o Ibovespa alcançando um novo recorde histórico ao fechar acima dos 197 mil pontos pela primeira vez. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente por expectativas relacionadas ao cenário internacional, especialmente diante de possíveis avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã.
O principal índice da bolsa brasileira registrou alta de 1,12%, encerrando o dia aos 197.323,87 pontos, após atingir a máxima intradiária de 197.553,64 pontos. No acumulado da semana, o avanço foi de 4,93%, refletindo o aumento da confiança dos investidores. O volume financeiro negociado no pregão somou R$ 33,7 bilhões.
No mercado de câmbio, o dólar comercial apresentou queda de 1,03%, sendo cotado a R$ 5,0104 no fechamento, o menor valor desde abril de 2024. Esta foi a terceira sessão consecutiva de desvalorização da moeda norte-americana, que acumulou recuo de 2,90% na semana e perda de 8,72% no ano.
A queda do dólar acompanha o movimento global de enfraquecimento da moeda dos Estados Unidos, influenciado pela redução da aversão ao risco entre investidores. O cenário foi favorecido após o anúncio de um cessar-fogo envolvendo o Irã, o que levou à diminuição da busca por ativos considerados mais seguros.
Esse contexto beneficiou moedas de países emergentes, como o real, além de estimular a entrada de capital estrangeiro em mercados como o brasileiro. Durante o pregão, o dólar chegou a ser negociado próximo de R$ 5,00, reforçando a tendência de valorização da moeda nacional nos últimos dias.
No setor de commodities, o petróleo também registrou queda, refletindo a expectativa de negociações mais amplas entre os dois países. O barril do tipo WTI encerrou cotado a US$ 96,57, enquanto o Brent fechou a US$ 95,20. Na semana, ambos acumularam perdas superiores a 12%, impactados pela perspectiva de redução das tensões geopolíticas, mesmo com restrições ainda presentes no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Com informações: IstoÉDinheiro
