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Lideranças políticas avaliam impacto de declarações e discutem possível composição de chapa para eleições presidenciais (Foto: Reprodução/AP/TV Globo)
Por: Editorial | 13/04/2026 09:48
Lideranças do chamado Centrão têm demonstrado resistência à possibilidade de o governador Romeu Zema compor como vice em uma eventual chapa presidencial ao lado do senador Flávio Bolsonaro. A avaliação interna é de que o nome enfrenta obstáculos políticos, especialmente devido a declarações passadas que podem gerar repercussão negativa durante a campanha.
Entre os pontos de maior preocupação está uma entrevista concedida em 2023, na qual Zema comentou sobre a relação entre regiões do país, mencionando uma articulação entre estados do Sul e Sudeste em contraposição ao Nordeste. As falas foram interpretadas por integrantes do bloco como prejudiciais do ponto de vista eleitoral, podendo ser exploradas por adversários políticos.
Representantes do grupo classificam o episódio como um potencial fator de desgaste, com impacto direto na construção de alianças e na receptividade da candidatura em diferentes regiões do país. Nos bastidores, há preferência por outros nomes para a composição da chapa, como o da ex-ministra Tereza Cristina.
Apesar da resistência, Zema segue sendo considerado uma opção dentro do núcleo político mais próximo de Flávio Bolsonaro. Recentemente, ambos apareceram juntos em publicações nas redes sociais, em tom descontraído, comentando de forma irônica sobre uma possível composição eleitoral.
As declarações do governador também repercutiram entre representantes do Consórcio Nordeste, que manifestaram preocupação com a interpretação apresentada sobre o desenvolvimento regional, destacando desigualdades históricas entre diferentes áreas do país.
O cenário segue em definição, com articulações políticas em andamento e debates internos sobre possíveis alianças para as eleições presidenciais. Com informações: g1
