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Safra de cana-de-açúcar mantém protagonismo do Brasil mesmo com impactos climáticos na produção (Foto: Divulgação/Conab)
Por: Editorial | 17/04/2026 13:50
O Brasil segue como potência no setor sucroenergético mesmo diante de desafios climáticos. A safra de cana-de-açúcar 2025/2026 está estimada em 673,2 milhões de toneladas, uma leve redução de 0,5% em comparação ao ciclo anterior, segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. Apesar da queda, o volume representa a terceira maior produção já registrada na série histórica.
Mesmo com menor disponibilidade de matéria-prima, o país deve alcançar recordes importantes na produção de derivados. A fabricação de etanol está projetada em 37,5 bilhões de litros, crescimento de 0,8%, impulsionado principalmente pelo avanço do etanol de milho, que apresenta forte expansão e já representa mais de um quarto da produção total. Em contrapartida, o etanol produzido a partir da cana apresenta retração.
Já a produção de açúcar deve atingir 44,2 milhões de toneladas, mantendo praticamente estabilidade em relação à safra anterior e consolidando-se como a segunda maior da história. O direcionamento maior da cana para a fabricação do adoçante contribuiu para sustentar os volumes, mesmo diante da menor colheita.
O desempenho da safra foi impactado principalmente pela queda na produtividade média das lavouras, influenciada por condições climáticas adversas, como estiagens prolongadas, altas temperaturas e incêndios, especialmente na região Centro-Sul do país. Ainda assim, o aumento da área plantada ajudou a compensar parte das perdas.
Regionalmente, o Sudeste, principal polo produtor, registrou retração na produção, enquanto o Centro-Oeste apresentou crescimento impulsionado pela expansão da área cultivada. Já as regiões Norte e Nordeste tiveram redução nos volumes, afetadas por condições climáticas menos favoráveis. No Sul, a produção avançou com a recuperação da produtividade.
No cenário de mercado, a maior destinação da cana para o açúcar tende a equilibrar a oferta, enquanto o etanol segue sustentado, especialmente no segmento anidro. No entanto, o mercado internacional com maior oferta pode limitar avanços mais expressivos nos preços do açúcar no curto prazo. Com informações: Conab
