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Vista parcial do cemitério municipal de Eldorado, onde ocorreu a profanação do túmulo de Vera Lúcia da Silva (Foto: Francisco Maranata)
Por: Editorial | 17/04/2026 13:52
Um adolescente de 16 anos revelou novos detalhes sobre o caso de profanação de sepultura ocorrido em Eldorado, município localizado a 442 quilômetros de Campo Grande. A vítima dos atos é Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, assassinada dias antes pelo ex-companheiro. Durante depoimento acompanhado por um responsável legal, o jovem admitiu que esteve presente no cemitério municipal no momento em que o túmulo foi violado, o caixão removido e o cadáver submetido a abusos. Ele, no entanto, negou qualquer envolvimento direto com a prática de necrofilia.
De acordo com as investigações, o adolescente relatou que visitou o local ainda durante a tarde do dia dos fatos para ver o túmulo de um familiar, na companhia de Patrik Torcatti Ortiz, de 22 anos. Horas mais tarde, já à noite, ele retornou ao cemitério com Patrik e um terceiro homem, conhecido apenas pelo apelido “Indiozinho”. Foi nesse período que o grupo se dirigiu ao túmulo de Vera Lúcia. O jovem afirmou ter visto os comparsas abrirem a sepultura, retirarem o caixão e, em seguida, Patrik praticar os atos contra o corpo. A defesa do adolescente sustenta que ele apenas observou a cena.
O delegado Robilson Júnior Albertoni, responsável pelo inquérito, classificou o episódio como “trágico, cruel, maldoso e doentio”. Patrik Torcatti Ortiz confessou ter sido o primeiro a cometer a necrofilia, mas alegou que o fez “por pouco tempo porque o corpo cheirava mal”. Ele afirmou que deixou o local em seguida e não soube informar o que os outros dois fizeram. Os três suspeitos foram presos em flagrante.
Vera Lúcia foi a décima mulher vítima de feminicídio no estado de Mato Grosso do Sul em 2026. Ela trabalhava na Secretaria Municipal de Educação de Eldorado e foi morta com dois tiros dentro de sua residência, na presença da filha de nove anos. O relacionamento com o autor do crime, que depois tirou a própria vida, durava 13 anos e era marcado por violência doméstica. A vítima havia solicitado medida protetiva. Após a violação do túmulo, a filha mais velha de Vera, Letícia Gabrielly, declarou: “Foi como enterrar minha mãe pela segunda vez”. Com informações: Campo Grande News
