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Expansão da piscicultura: Mato Grosso do Sul fortalece industrialização da tilápia para o mercado externo


Estado consolida 6ª posição nacional no setor e aposta em produtos de valor agregado para suprir demanda global por proteína de peixe.
Representantes do setor e especialistas debatem estratégias para o fortalecimento da agroindústria de pescados durante evento técnico na Capital. (Foto: Divulgação/Semadesc) Por: Editorial | 20/04/2026 15:09

Mato Grosso do Sul está estruturando um novo patamar para sua cadeia produtiva de pescado, com foco na profissionalização e na exportação de produtos processados. Durante o Encontro Técnico de Piscicultura, realizado no âmbito da Expogrande 2026, dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) indicaram que o estado se tornou um polo estratégico para a tilapicultura, ocupando atualmente a sexta colocação entre os maiores produtores do país.

O município de Selvíria desponta como o principal centro produtor estadual, seguido por Mundo Novo e Dourados. O crescimento local acompanha uma tendência nacional de ascensão da aquicultura em substituição à pesca extrativa. Em 2025, a produção de tilápia no Brasil atingiu a marca de 707 mil toneladas, representando quase 70% de todo o pescado cultivado em território nacional. Segundo análises econômicas apresentadas no evento, a tilápia já é tratada como uma commodity global, o que exige do estado uma infraestrutura industrial capaz de atender às exigências internacionais.

A evolução do perfil exportador sul-mato-grossense é um dos pontos de maior destaque. Se entre 2017 e 2018 os embarques eram limitados a peixes frescos, o período atual demonstra uma consolidação na exportação de filés congelados e produtos processados. Os Estados Unidos figuram como o principal destino dessa produção, absorvendo a quase totalidade das exportações do estado, que somaram mais de US$ 1,3 milhão no último ciclo anual.

Especialistas do setor reforçam que a viabilidade econômica da piscicultura nos próximos anos dependerá da eficiência da agroindústria local. A margem de rentabilidade está diretamente ligada à capacidade de agregar valor dentro da própria cadeia produtiva, reduzindo a dependência da venda do peixe in natura. Além da tilápia, Mato Grosso do Sul mantém relevância na produção de peixes nativos, como o pacu e o pintado, figurando entre os principais produtores dessas espécies nas regiões de Ponta Porã e Rio Brilhante.

A projeção para as próximas décadas indica um crescimento contínuo da demanda global por proteína aquática, impulsionado pelo aumento populacional. Diante disso, o estado se prepara para ampliar sua participação no mercado externo, investindo em tecnologia e sustentabilidade para manter a competitividade da proteína produzida em solo sul-mato-grossense. Com informações: Campo Grande News




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