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Imagem de adolescente foi manipulada por inteligência artificial e utilizada em vídeos sem autorização (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Por: Editorial | 22/04/2026 15:55
Uma adolescente de 16 anos denunciou ter tido sua imagem utilizada sem autorização em vídeos manipulados por inteligência artificial, em um caso que passou a ser investigado pela Polícia Civil de São Paulo. O episódio envolve o uso da tecnologia conhecida como deepfake para inserir rostos de jovens em conteúdos alterados.
Segundo relato da vítima, a fotografia foi tirada em um ambiente religioso e posteriormente utilizada sem consentimento para compor vídeos divulgados nas redes sociais. A jovem afirmou que se sentiu exposta e constrangida com a situação, além de temer impactos em sua vida pessoal.
As investigações apontam que o material foi produzido por um influenciador digital, identificado como Jefferson de Souza, que teria manipulado imagens de diversas jovens ligadas à Congregação Cristã do Brasil. Os conteúdos foram publicados em diferentes plataformas, alcançando milhares de visualizações.
De acordo com a apuração, o caso pode se enquadrar no artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata da simulação de conteúdo impróprio envolvendo menores por meio digital. A pena prevista inclui reclusão e multa.
A família da adolescente registrou ocorrência e também ingressou com ação judicial por danos morais. Outras possíveis vítimas estão sendo identificadas, e a polícia orienta que pessoas que reconheçam suas imagens nos conteúdos procurem as autoridades.
Especialistas destacam que o uso de inteligência artificial não isenta a responsabilidade de quem cria ou compartilha esse tipo de material, reforçando que práticas desse tipo podem causar danos psicológicos e sociais significativos.
O caso segue sob investigação, enquanto plataformas digitais já iniciaram a remoção de parte do conteúdo após denúncias. Com informações: g1
