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Ondas de calor já impactam lavouras e colocam em risco a produção de alimentos em diversas regiões (Foto: Andro Barros/Rede Amazônica)
Por: Editorial | 23/04/2026 10:23
O aumento das temperaturas em escala global tem colocado os sistemas de produção de alimentos sob forte pressão, comprometendo a segurança alimentar e os meios de subsistência de mais de 1 bilhão de pessoas. O alerta consta em relatório divulgado por agências ligadas à Organização das Nações Unidas, que aponta o avanço das ondas de calor como um dos principais fatores de risco para o setor.
Segundo o documento, elaborado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e pela Organização Meteorológica Mundial, os episódios de calor extremo estão se tornando mais frequentes, intensos e duradouros. Esse cenário já afeta diretamente a produção agrícola, a criação de animais, a pesca e os ecossistemas florestais em diversas regiões do planeta.
Especialistas destacam que o fenômeno altera o ciclo produtivo, influenciando desde o momento do plantio até a colheita. Em determinadas situações, as condições climáticas chegam a inviabilizar completamente a atividade, especialmente quando as temperaturas ultrapassam limites críticos para o desenvolvimento de culturas e criação de animais.
Dados recentes indicam que o aquecimento global segue em aceleração, com 2025 figurando entre os anos mais quentes já registrados. Esse aumento contribui para a intensificação de eventos extremos, como secas prolongadas, incêndios florestais e proliferação de pragas, fatores que reduzem significativamente a produtividade no campo.
O relatório aponta que temperaturas acima de 30°C já são suficientes para provocar quedas na produção de diversas culturas agrícolas. Além disso, estima-se que cada elevação de 1°C na temperatura média global possa reduzir em cerca de 6% a produção de alimentos básicos como milho, arroz, soja e trigo.
Os impactos também atingem os oceanos. Ondas de calor marinhas têm se tornado mais comuns, reduzindo níveis de oxigênio na água e afetando diretamente os estoques pesqueiros. Em 2024, a grande maioria dos oceanos registrou ao menos um episódio desse tipo.
Diante desse cenário, as agências defendem a adoção de políticas coordenadas, com investimentos em sistemas de monitoramento climático e alertas antecipados, permitindo que produtores ajustem suas práticas. No entanto, o relatório ressalta que medidas de adaptação, por si só, não são suficientes.
A contenção efetiva das mudanças climáticas é apontada como a única solução de longo prazo para evitar impactos ainda mais severos na produção de alimentos e na segurança alimentar global. Com informações: g1
