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Levantamento aponta que maioria dos brasileiros não possui reserva financeira suficiente para emergências (Foto: Divulgação/INSS)
Por: Editorial | 23/04/2026 13:38
Mais da metade da população brasileira enfrenta dificuldades para manter uma reserva financeira, segundo dados da 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, divulgada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. O levantamento indica que uma parcela significativa dos brasileiros não possui qualquer economia ou dispõe de recursos suficientes para se sustentar por apenas um curto período.
De acordo com a pesquisa, 31% dos entrevistados afirmaram não ter nenhum valor guardado. Outros 20% relataram que suas reservas seriam suficientes para cobrir despesas por, no máximo, um mês. Já 43% indicaram que conseguiriam manter seus custos por até seis meses, enquanto apenas 26% possuem condições financeiras para enfrentar períodos superiores a esse.
O estudo também aponta que cerca de um terço da população gasta mais do que ganha, cenário que contribui para o aumento de inadimplência e dificulta a formação de uma reserva de emergência. Nesse grupo, a presença de dívidas em atraso é mais frequente, enquanto o hábito de investir ou poupar é menos comum.
A pesquisa foi realizada com mais de 5,8 mil pessoas em todas as regiões do país, abrangendo indivíduos com 16 anos ou mais, de diferentes classes sociais e perfis de renda, com base em dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Entre aqueles que conseguem investir, o cenário é relativamente mais estável. Parte desse grupo possui reservas capazes de garantir sustento por períodos mais longos, embora ainda exista uma parcela sem qualquer proteção financeira.
O levantamento também identificou uma leve evolução no comportamento de poupança nos últimos anos. O percentual de brasileiros que conseguiu economizar passou de 27% em 2021 para 33% em 2025. Além disso, cresceu o número de pessoas que reservam parte do salário mensal, indicando uma mudança gradual nos hábitos financeiros.
Apesar disso, a poupança segue como o principal meio de investimento, embora tenha perdido espaço para outras alternativas, como títulos privados e fundos de investimento, que vêm ganhando maior adesão.
Os dados reforçam a importância da educação financeira e do planejamento pessoal como instrumentos essenciais para enfrentar imprevistos e garantir maior segurança econômica. Com informações: IstoÉDinheiro
