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Robô da Sony vence jogadores profissionais de tênis de mesa e marca avanço da IA


Tecnologia chamada Ace usa câmeras de alta precisão e inteligência artificial para competir em alto nível com humanos.
(Foto: Sony AI/Divulgação) Por: Editorial | 24/04/2026 07:28

Um robô autônomo desenvolvido pela Sony surpreendeu o mundo ao conseguir enfrentar e até derrotar jogadores profissionais de tênis de mesa. Batizado de Ace, o equipamento representa um avanço significativo na aplicação da inteligência artificial em esportes físicos.

Criado pela divisão Sony AI, o robô é considerado o primeiro a atingir desempenho de especialista em uma modalidade que exige reflexos rápidos, precisão e adaptação constante.

Equipado com sensores de alta velocidade e um sistema avançado de controle por IA, o Ace consegue analisar e responder aos movimentos em tempo real. Diferente de jogos virtuais, o tênis de mesa envolve variáveis imprevisíveis, como o giro da bola e o comportamento do adversário.

As partidas seguiram as regras da Federação Internacional de Tênis de Mesa e contaram com arbitragem oficial. Em testes realizados, o robô venceu três de cinco jogos contra atletas de elite e também já superou jogadores profissionais em disputas mais recentes.

O sistema utiliza nove câmeras sincronizadas e três mecanismos de visão computacional, capazes de rastrear a bola com precisão superior à percepção humana. Além disso, o braço robótico possui oito articulações, permitindo executar movimentos complexos com controle de força, velocidade e direção.

Segundo Peter Dürr, líder do projeto, o objetivo vai além do esporte. A ideia é entender como máquinas podem perceber, planejar e agir rapidamente em ambientes dinâmicos — algo que pode ser aplicado em áreas como indústria, serviços e segurança.

Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Nature, reforçando o potencial da tecnologia.

Atletas que enfrentaram o robô destacaram uma dificuldade incomum: a imprevisibilidade. A jogadora profissional Mayuka Taira afirmou que o Ace não demonstra emoções, o que dificulta a leitura de estratégias durante a partida.

Já o atleta Rui Takenaka observou que, embora o robô tenha grande capacidade de resposta, ainda apresenta diferenças dependendo do tipo de saque — o que abre margem para adaptação humana.

O avanço mostra que, após dominar jogos digitais como xadrez e Go, a inteligência artificial começa a alcançar também o desempenho de alto nível em atividades físicas do mundo real. Com informações: g1.




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