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Alta nos custos da saúde deve impactar planos empresariais em 2026


Medicamentos modernos e tratamentos de alto custo pressionam inflação médica, que pode chegar a 11%.
Medicamentos injetáveis para controle de peso estão entre os fatores que pressionam os custos dos planos de saúde (Foto: Reprodução/TV Globo) Por: Editorial | 05/05/2026 09:16

O avanço no uso de medicamentos inovadores e terapias de alto custo deve refletir diretamente no bolso de empresas e trabalhadores nos próximos meses. A projeção de especialistas aponta que a inflação médica no Brasil pode variar entre 8% e 11% em 2026, influenciando reajustes nos planos de saúde corporativos.

Entre os principais fatores de pressão estão os chamados medicamentos à base de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, além de tratamentos modernos voltados a doenças crônicas, raras e oncológicas. Esses recursos, embora mais eficazes, possuem valores elevados e ampliam os gastos das operadoras.

De acordo com análises do setor, mesmo que esses medicamentos ainda não estejam amplamente incluídos na cobertura obrigatória dos planos, a crescente discussão sobre a obesidade como doença crônica pode abrir espaço para futuras inclusões ou decisões judiciais que obriguem a cobertura em casos específicos.

A Organização Mundial da Saúde já reconheceu a relevância desses medicamentos no enfrentamento da obesidade, destacando seu potencial para reduzir complicações associadas à doença. No Brasil, propostas legislativas também discutem a possibilidade de ampliação do acesso a esses tratamentos pelo Sistema Único de Saúde.

Além dos medicamentos, outros fatores contribuem para a elevação dos custos, como a judicialização da saúde, a incorporação constante de novas tecnologias, a variação cambial e até práticas indevidas, como fraudes e desperdícios no uso dos serviços.

Especialistas apontam ainda que aspectos como frequência de utilização dos planos e custo médio por atendimento influenciam diretamente nos reajustes. Em resposta ao aumento das despesas, operadoras têm adotado medidas como maior rigor nos reembolsos, revisão de contratos com prestadores e ampliação da coparticipação dos usuários.

Apesar da tendência de alta, há expectativa de desaceleração em relação aos anos anteriores, resultado de estratégias adotadas pelo setor para controle de custos após o aumento registrado no período pós-pandemia.

O cenário, no entanto, ainda exige atenção, já que o equilíbrio entre acesso a tratamentos modernos e sustentabilidade financeira continua sendo um dos principais desafios da saúde suplementar no país. Com informações: g1




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