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Lavoura de soja utiliza fertilizante produzido a partir de resíduos, unindo produtividade e sustentabilidade (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 05/05/2026 15:27
Uma solução inovadora desenvolvida pela Embrapa está transformando dejetos da suinocultura em fertilizante e ganhando espaço no campo. A tecnologia utiliza a estruvita, um composto rico em fósforo, magnésio e amônio, como alternativa aos fertilizantes tradicionais.
A proposta segue o conceito de economia circular: resíduos que antes representavam risco ambiental passam a ser reaproveitados como insumo agrícola de alto valor. Com isso, além de reduzir a poluição de solos e cursos d’água, a técnica contribui para tornar a produção mais sustentável.
Um dos principais diferenciais da estruvita é a liberação gradual de nutrientes no solo. Diferente dos fertilizantes convencionais, que disponibilizam o fósforo rapidamente e com perdas, o novo composto permite uma absorção mais eficiente pelas plantas ao longo do tempo.
Resultados iniciais em lavouras, como as de soja, indicam desempenho semelhante ao dos fertilizantes tradicionais em determinadas condições, sem prejuízo à produtividade. A tecnologia também pode ajudar a reduzir custos e melhorar o aproveitamento de nutrientes.
Outro ponto relevante é a redução da dependência externa. Atualmente, o Brasil importa grande parte dos fertilizantes que utiliza. Com a produção nacional de alternativas como a estruvita, o país pode ganhar mais autonomia e reduzir a exposição às oscilações do mercado internacional.
Além dos benefícios econômicos, há impactos ambientais positivos, como a melhor gestão de resíduos e menor risco de contaminação. Embora ainda esteja em fase de estudos mais aprofundados, a tecnologia já desponta como uma alternativa promissora para o futuro da agricultura. Com informações: CG News.
