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Indígenas cultivam hortaliças em aldeia de Mato Grosso do Sul, fortalecendo a produção sustentável e a geração de renda (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 06/05/2026 14:37
Criado com o objetivo de garantir alimentação saudável às comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul, o projeto Horta da Aldeia consolidou-se como uma importante iniciativa de desenvolvimento sustentável e inclusão produtiva no Estado. Desde 2018, a ação já movimentou mais de R$ 1 milhão em vendas, demonstrando o impacto econômico crescente entre as famílias atendidas.
Coordenado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o projeto atende atualmente 22 comunidades distribuídas em oito municípios, envolvendo aldeias, escolas e associações. A proposta inicial voltada à segurança alimentar evoluiu ao longo dos anos, incorporando a comercialização de excedentes como forma de fortalecer a autonomia financeira dos participantes.
Na Aldeia 10 de Maio, em Sidrolândia, considerada uma das principais referências da iniciativa, cerca de 35 famílias participam de programas como o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar. A renda média anual por família gira em torno de R$ 15 mil, valor que contribui significativamente para a melhoria das condições de vida.
Além da produção de hortaliças, o projeto passou a integrar práticas tradicionais, como os roçados, especialmente entre o povo Terena, ampliando a diversidade alimentar e garantindo produção contínua ao longo do ano. O cultivo de frutas também tem ganhado espaço, aumentando tanto o consumo interno quanto as possibilidades de comercialização.
Outro avanço importante está na diversificação dos canais de venda. Os produtos são comercializados por meio de programas institucionais, mercados locais, feiras e também diretamente aos consumidores, fortalecendo a economia regional e criando uma rede de circulação de renda dentro das próprias comunidades.
Hortaliças produzidas nas aldeias (Foto: Divulgação)
Parte da produção ainda é destinada ao consumo das famílias e à formação de um fundo solidário, responsável por atender pessoas em situação de vulnerabilidade e instituições comunitárias. A iniciativa contribui para ampliar o acesso a alimentos frescos e estimular hábitos alimentares mais saudáveis, reduzindo a dependência de produtos industrializados.
O projeto também tem favorecido a organização produtiva e o acesso a novos investimentos. Em algumas comunidades, os participantes já conquistaram equipamentos agrícolas, veículos e melhorias estruturais, resultado direto do fortalecimento coletivo e da geração de renda.
Mesmo com os avanços, desafios como a ampliação do atendimento e a necessidade de mais recursos ainda persistem. No entanto, a iniciativa se destaca como um modelo de desenvolvimento baseado na sustentabilidade, no respeito à cultura indígena e na construção participativa, promovendo impactos sociais, econômicos e ambientais duradouros. Com informações: Campo Grande News
