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Síndica presa por homicídio também é investigada após denúncias de empréstimos e irregularidades em condomínio de Curitiba (Foto: Reprodução/RIC Record)
Por: Editorial | 07/05/2026 16:48
A síndica presa suspeita de matar o comerciante Renato Alves da Silva, de 43 anos, em Curitiba, passou a ser alvo de denúncias feitas por moradores do condomínio onde atuava como administradora.
Segundo os condôminos, a mulher, de 50 anos, teria realizado empréstimos superiores a R$ 200 mil em nome do condomínio utilizando atas supostamente falsificadas para conseguir os contratos financeiros.
A suspeita foi presa após o assassinato de Renato, ocorrido no dia 27 de abril, dentro de uma distribuidora de bebidas no bairro Ganchinho.
De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta para um conflito envolvendo a negociação de um apartamento e uma dívida de aproximadamente R$ 60 mil.
Em depoimento, a mulher alegou legítima defesa e afirmou que vinha sendo ameaçada pelo comerciante. Segundo a versão apresentada, Renato teria efetuado o primeiro disparo e a arma teria sido acionada durante uma luta corporal. O caso segue sob investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Após a repercussão do crime, moradores do condomínio procuraram a imprensa para denunciar supostas irregularidades administrativas.
Conforme os relatos, nunca houve assembleias autorizando empréstimos em nome do residencial. Os moradores afirmam que atas antigas eram falsificadas e assinaturas inseridas sem autorização.
Além das supostas fraudes financeiras, os condôminos também relataram ameaças feitas pela síndica quando questionavam a gestão do condomínio.
Outra denúncia envolve o aluguel da caixa d’água do residencial para instalação de equipamentos de transmissão. Segundo os moradores, o dinheiro arrecadado nunca teria sido revertido para melhorias no condomínio.
Os condôminos afirmam ainda que a mulher já era conhecida por discussões e conflitos anteriores. Agora, eles tentam realizar uma nova eleição para síndico e acionaram a Defensoria Pública para investigar as dívidas deixadas em nome do condomínio.
Renato Alves da Silva morreu após ser atingido por dois tiros de revólver calibre .38 na região do tórax. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos seguem sendo analisados pela Polícia Civil. Com informações: Banda B.
