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Paciente permanece há sete dias em unidade de pronto atendimento aguardando transferência para atendimento especializado em saúde mental em Campo Grande (Foto: Reprodução/TopMídiaNews)
Por: Editorial | 08/05/2026 07:33
A rotina de uma família de Campo Grande tem sido marcada por desgaste emocional, incertezas e dificuldades diante da demora por atendimento especializado na rede pública de saúde. Uma mulher de 29 anos, diagnosticada com esquizofrenia, permanece há sete dias em uma unidade de pronto atendimento da Capital aguardando transferência para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
Segundo relato da irmã da paciente, responsável pelo acompanhamento durante a internação, a jovem foi levada à unidade após apresentar um surto psicótico. Durante a permanência no local, profissionais de saúde também identificaram um problema no joelho, com suspeita de deslocamento, o que aumentou a necessidade de avaliação ortopédica.
A acompanhante afirma que, desde a internação, a família recebe apenas orientações para continuar aguardando uma vaga tanto para atendimento psiquiátrico quanto ortopédico. Sem previsão de transferência, a situação tem provocado tensão dentro da unidade de saúde.
De acordo com a irmã, a paciente apresenta episódios frequentes de agitação, crises emocionais e comportamento agressivo, fatores que dificultam mantê-la restrita ao leito hospitalar por tantos dias consecutivos.
Além da espera prolongada, a família também relata dificuldades relacionadas à assistência prestada durante a permanência na unidade. Entre as reclamações estão atrasos na entrega de refeições e situações consideradas desrespeitosas durante pedidos de apoio para higiene da paciente, que atualmente utiliza fraldas devido às limitações de locomoção.
A acompanhante também afirma enfrentar obstáculos para conseguir documentos médicos e laudos necessários para buscar auxílio junto à Defensoria Pública e solicitar benefícios sociais. Segundo ela, a ausência desses documentos tem agravado ainda mais a situação financeira da família.
Responsável não apenas pelos cuidados da irmã, mas também de uma filha diagnosticada com transtorno do espectro autista, a mulher relata sobrecarga física, emocional e econômica diante da falta de suporte familiar e da necessidade de abandonar parte da rotina de trabalho para acompanhar a paciente.
Outro ponto citado pela família envolve uma suposta investigação médica relacionada à possibilidade de tuberculose, porém, até o momento, não teriam sido repassadas informações conclusivas sobre exames realizados.
A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada para esclarecimentos sobre a demora na regulação da vaga e sobre as denúncias relacionadas ao atendimento, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem. Com informações: Top Mídia News
