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Bebê de 48 dias morre por chikungunya e Dourados chega a 10 óbitos pela doença


Município concentra dois terços das mortes registradas em Mato Grosso do Sul neste ano.
Bebê indígena de 48 dias é a décima vítima da chikungunya em Dourados neste ano. (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 08/05/2026 13:11

Um bebê indígena de apenas 48 dias morreu vítima de chikungunya em Dourados, município considerado o epicentro da doença em Mato Grosso do Sul.

Com o novo registro, a cidade chega a 10 mortes confirmadas pela doença em 2026, das 15 contabilizadas em todo o Estado, o equivalente a 66,7% dos óbitos.

O menino morava na Aldeia Bororó e estava internado no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados desde o dia 3 de maio. Ele foi encaminhado à unidade por equipes de saúde que atuam na Reserva Indígena de Dourados.

Dos dez óbitos registrados no município, nove foram de indígenas. Entre as vítimas estão três bebês — de 48 dias, 1 mês e 3 meses — além de sete adultos com idades entre 29 e 77 anos.

Outras três mortes seguem em investigação: a de uma criança indígena de 12 anos e a de dois homens não indígenas, de 84 e 50 anos, moradores da área urbana de Dourados.

Conforme boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (8) pela prefeitura, o município contabiliza 8.149 notificações da doença. Desse total, 5.350 são considerados casos prováveis, 3.340 foram confirmados e 2.010 seguem em investigação.

Nas aldeias Jaguapiru e Bororó, localizadas na maior reserva indígena urbana do Brasil, já foram confirmados 2.088 casos da doença.

Atualmente, 35 pacientes seguem hospitalizados com suspeita ou confirmação de chikungunya no município. A taxa de positividade é de 54,4%.

Em todo o Mato Grosso do Sul, já são 15 mortes confirmadas pela doença em 2026, número que representa 68,2% dos 22 óbitos registrados no Brasil neste ano.

Além de Dourados, os registros ocorreram em Bonito, Jardim e Fátima do Sul.

A chikungunya é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode provocar febre alta, dores intensas nas articulações e complicações neurológicas, cardiovasculares e renais.

A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com sintomas procurem atendimento médico. Os exames e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS. Com informações: Midia Max.




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