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Poupança registra retirada líquida de R$ 476 milhões e mantém sequência de perdas em 2026


Dados do Banco Central mostram que saques voltaram a superar depósitos em abril, refletindo cenário de juros elevados e busca por investimentos mais rentáveis.
Relatório do Banco Central aponta nova retirada líquida da caderneta de poupança em abril, mantendo tendência observada nos últimos anos (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil) Por: Editorial | 08/05/2026 14:10

A caderneta de poupança voltou a apresentar resultado negativo em abril e registrou retirada líquida de R$ 476,4 milhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Banco Central. O resultado mostra que, mais uma vez, o volume de saques superou o total depositado pelos brasileiros.

De acordo com o levantamento oficial, os depósitos somaram R$ 362,2 bilhões no período, enquanto os saques alcançaram R$ 362,7 bilhões. Apesar do saldo negativo, os rendimentos creditados nas contas chegaram a R$ 6,3 bilhões, mantendo o estoque total aplicado acima da marca de R$ 1 trilhão.

O desempenho reforça uma tendência observada nos últimos anos. Em 2023 e 2024, a poupança já havia encerrado os períodos com retiradas líquidas bilionárias, refletindo mudanças no comportamento dos investidores diante de alternativas consideradas mais vantajosas.

Somente nos quatro primeiros meses deste ano, a retirada líquida acumulada já alcança R$ 41,7 bilhões.

Especialistas apontam que o cenário está diretamente ligado à manutenção da taxa básica de juros em patamares elevados, o que torna outros investimentos de renda fixa mais atrativos em relação à rentabilidade tradicional da poupança.

Na reunião mais recente, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,5% ao ano. Mesmo com a redução, os juros seguem em nível elevado, influenciando decisões de investimento e consumo.

A política monetária tem como principal objetivo o controle da inflação. Juros mais altos reduzem o consumo e encarecem o crédito, estratégia utilizada para conter a alta generalizada de preços.

Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registrou avanço de 0,88%, impulsionado principalmente pelos setores de alimentação e transporte. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial alcançou 4,14%.

A expectativa agora se volta para a divulgação do índice de abril, prevista para a próxima terça-feira (12), dado que poderá influenciar os próximos movimentos da política monetária nacional. Com informações: Agência Brasil




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