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Hannah Julia morreu aos 8 anos após passar por quatro atendimentos em unidades de saúde de Campo Grande. (Foto: Arquivo da família)
Por: Editorial | 08/05/2026 14:38
A menina Hannah Julia, de 8 anos, morreu no último dia 29 de abril após passar por quatro atendimentos em unidades de saúde de Campo Grande.
Segundo a família, a criança esteve uma vez no Centro Regional de Saúde Coophavila e outras três vezes na Unidade de Pronto Atendimento Leblon antes de morrer.
Os pais acreditam que houve negligência médica e falta de estrutura adequada durante os atendimentos. A família informou que pretende ingressar com ação judicial contra o município.
De acordo com o pai da menina, o pastor Jeremias Rodrigues, Hannah faria 9 anos na próxima terça-feira (12). Em relato emocionado, ele afirmou que precisou cancelar a festa de aniversário da filha após a morte.
A mãe da criança, Sara Romeiro, contou que chegou a permanecer cerca de 20 minutos com a filha nos braços dentro da UPA Leblon tentando encontrar um local para que ela fosse medicada.
Segundo o relato, a menina começou a apresentar rigidez corporal, dificuldade para respirar e convulsões. Ainda conforme a família, a equipe médica teria informado posteriormente que Hannah precisou ser entubada. Ela morreu horas depois, durante a madrugada.
A criança procurou atendimento inicialmente no dia 24 de abril, apresentando sintomas respiratórios e febre alta. Exames apontaram um quadro viral.
No dia 27, após piora no estado de saúde, Hannah voltou à UPA, onde realizou exames de glicemia e recebeu medicação. A orientação dada aos pais teria sido para retornar apenas caso houvesse nova piora.
No dia 28, a menina voltou duas vezes à unidade de saúde com sintomas como vômitos constantes, dores pelo corpo, calafrios, inchaço ao redor dos olhos e dificuldade para andar.
O atestado de óbito aponta parada cardiorrespiratória com choque por causa ainda indefinida. A família aguarda o laudo do Instituto Médico e Odontológico Legal para esclarecimento da causa da morte.
Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande não se manifestou sobre o caso.
