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Ex-deputado e médico de 81 anos é investigado por denúncias de abuso durante consultas e partos no Paraná


Ginecologista chegou a ser preso preventivamente, mas foi solto após decisão judicial reconhecer prescrição em um dos casos apurados.
Médico e ex-parlamentar é investigado após denúncias de supostos abusos durante atendimentos ginecológicos no Paraná (Foto: Reprodução/Ric Record) Por: Editorial | 08/05/2026 14:54

Denúncias graves envolvendo um médico ginecologista de 81 anos, ex-deputado estadual e ex-prefeito no Paraná, mobilizam autoridades e reacendem discussões sobre violência sexual no ambiente médico. O profissional é investigado por supostos abusos cometidos contra pacientes durante consultas ginecológicas, atendimentos pré-natais e até procedimentos relacionados ao parto.

O investigado foi preso preventivamente em Curitiba na última quarta-feira (6), após o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná. Ao menos quatro mulheres formalizaram denúncias relatando episódios de abuso ocorridos em diferentes períodos.

Entre os relatos reunidos pela investigação está o de uma paciente que afirma ter sido vítima durante trabalho de parto em uma unidade de saúde localizada em Teixeira Soares, na região central do Estado. Segundo a denúncia, o médico teria colocado a mulher em posição que dificultava qualquer reação enquanto realizava o procedimento.

De acordo com a Polícia Civil, uma das vítimas procurou espontaneamente as autoridades para relatar o ocorrido, detalhando que o abuso teria acontecido por vários minutos no momento em que entrava em trabalho de parto.

Apesar da prisão preventiva decretada, o médico foi colocado em liberdade nesta quinta-feira (7) após decisão judicial que reconheceu a prescrição penal de um dos casos investigados, ocorrido em 2011.

Conforme entendimento da Justiça, a legislação estabelece redução do prazo prescricional para investigados com mais de 70 anos. Diante disso, a responsabilização criminal referente a esse episódio específico foi considerada inviável.

A defesa do médico contesta as acusações e sustenta que a prisão teria sido desnecessária e ilegal.

Mesmo após a soltura, outros procedimentos seguem em andamento. Um dos casos mais recentes envolve denúncia registrada por uma paciente de 24 anos, atendida em 2024, que relatou suposta conduta inadequada durante consulta médica.

Segundo o depoimento, o profissional teria realizado procedimentos sem justificativa clínica e mantido comportamento incompatível com o atendimento médico enquanto a paciente permanecia despida no consultório.

As investigações apontam ainda indícios de possível padrão de conduta mantido ao longo de décadas. Algumas denunciantes afirmaram que o receio de represálias e a influência política e social do investigado dificultaram a formalização das acusações anteriormente.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná instaurou sindicância para apurar os fatos. Paralelamente, a Polícia Civil solicitou o afastamento de funções públicas e a suspensão do exercício profissional do investigado.

O caso segue sob investigação. Com informações: Banda B




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