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Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em mais de dois anos


Mercado reage com otimismo a indicadores econômicos dos Estados Unidos e redução de tensões internacionais.
Cotação da moeda norte-americana atinge menor nível em mais de dois anos após reação positiva dos mercados globais (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Por: Editorial | 09/05/2026 08:51

O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (8) em clima de forte otimismo, com o dólar comercial fechando abaixo da marca de R$ 4,90 pela primeira vez em 28 meses.

A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 4,894, registrando recuo de 0,60%. Esse foi o menor valor de encerramento desde janeiro de 2024, consolidando uma trajetória de desvalorização frente ao real ao longo deste ano.

No acumulado de 2026, a moeda já registra queda superior a 10%, refletindo uma combinação de fatores externos e maior confiança dos investidores no cenário econômico.

O movimento foi impulsionado principalmente pela divulgação de dados positivos sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, que vieram acima das expectativas e reduziram preocupações relacionadas a uma possível desaceleração econômica na maior economia do planeta.

O resultado também diminuiu receios inflacionários mais severos, fortalecendo o apetite global por ativos considerados de maior risco, como moedas e ações de países emergentes.

Outro fator que contribuiu para o bom desempenho foi a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após sinais de manutenção do cessar-fogo e manifestações diplomáticas indicando possibilidade de estabilidade na região.

No mercado acionário, o Ibovespa avançou 0,49%, encerrando o pregão aos 184.108 pontos, impulsionado principalmente pelo desempenho positivo de ações ligadas ao setor bancário e à mineração.

Apesar da recuperação registrada no fechamento da semana, o principal índice da Bolsa brasileira ainda acumula perda semanal. No entanto, no balanço anual, segue com valorização expressiva superior a 14%.

Nos Estados Unidos, o ambiente externo favorável também influenciou Wall Street. O índice S&P 500 registrou alta de 0,84%, refletindo a melhora na percepção de risco e o alívio quanto à possibilidade de recessão.

Já o mercado internacional de petróleo apresentou valorização moderada, mesmo com a desaceleração das tensões geopolíticas.

O barril do petróleo Brent fechou em alta de 1,23%, enquanto o WTI avançou 0,64%. Ainda assim, ambos encerraram a semana acumulando perdas relevantes.

Investidores seguem atentos aos desdobramentos envolvendo o Estreito de Ormuz, considerado rota estratégica para o transporte global da commodity, além das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

O cenário segue sendo monitorado de perto por analistas, diante do potencial impacto sobre inflação, câmbio e fluxo global de investimentos.




Diário do Interior MS
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