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Produtores rurais de Mato Grosso do Sul recebem orientações para proteger rebanhos durante período de queda nas temperaturas. (Foto: Divulgação)
Por: Editorial | 09/05/2026 08:58
A aproximação da primeira frente fria de 2026 acendeu um sinal de atenção no setor agropecuário de Mato Grosso do Sul. Diante da previsão de queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias, a Iagro, vinculada à Semadesc, emitiu orientações aos produtores rurais para prevenir casos de hipotermia em rebanhos, principalmente bovinos criados a campo.
De acordo com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, o período de inverno exige cuidados redobrados nas propriedades rurais, especialmente quando há combinação de frio intenso, chuva constante e ventos fortes. Essas condições climáticas podem provocar estresse severo nos animais e aumentar os riscos de mortalidade, sobretudo entre os mais jovens, debilitados ou com baixo escore corporal.
A Iagro informou que nos anos de 2023 e 2024 foram registradas diversas notificações de mortes de animais associadas à hipotermia em diferentes regiões do Estado. Já em 2025, conforme o órgão, não houve registros oficiais relacionados ao problema.
Entre as principais recomendações estão o manejo preventivo e a preparação antecipada das propriedades para enfrentar os períodos de frio intenso. A orientação é que os produtores conduzam os animais para áreas protegidas por vegetação, barreiras naturais ou estruturas que reduzam a exposição ao vento e à umidade.
Outro ponto destacado pela agência é evitar manter o gado próximo de rios, córregos ou locais alagadiços durante os períodos de baixa temperatura. Animais considerados mais sensíveis devem receber atenção especial, facilitando o monitoramento e a assistência em caso de necessidade.
A alimentação também é considerada fundamental para reduzir os impactos do frio. A recomendação é reforçar a suplementação alimentar com forragens, volumosos e concentrados, garantindo melhores condições nutricionais ao rebanho e contribuindo para a recuperação do desgaste provocado pelas condições climáticas adversas.
A Iagro orienta ainda que produtores que identificarem mortes acima do padrão considerado normal comuniquem imediatamente o órgão para que seja realizada avaliação técnica da situação. Nos casos em que a equipe oficial não puder comparecer à propriedade, será necessário apresentar laudo veterinário particular.
A remoção rápida das carcaças também foi reforçada como medida essencial para evitar problemas sanitários, como o surgimento de doenças relacionadas à decomposição animal.
Em caso de dúvidas ou necessidade de orientações técnicas, os produtores rurais podem entrar em contato diretamente com a Iagro pelo WhatsApp disponibilizado pelo órgão estadual. @portaldoconesul com informações Comunicação Semadesc
