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Imagem Reprodução
Por: Editorial | 10/05/2026 11:13
A madrugada deste domingo (10) foi marcada por momentos de tensão na Universidade de São Paulo, após a Polícia Militar realizar a desocupação da reitoria da instituição, localizada na zona oeste da capital paulista. O prédio estava ocupado por estudantes desde a última quinta-feira (7), em meio a manifestações e reivindicações do movimento estudantil.
A operação policial começou por volta das 4h15 e mobilizou aproximadamente 35 agentes da Polícia Militar. Conforme informações divulgadas, a ação ocorreu de forma rápida e terminou em cerca de 15 minutos, mas deixou um clima de confronto e apreensão entre os universitários que permaneciam no local.
Segundo relatos dos estudantes, durante a retirada houve uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar os ocupantes. Imagens e vídeos compartilhados nas redes sociais mostram correria, gritos e o avanço das equipes policiais dentro do prédio da administração universitária.
Os manifestantes afirmam que a ocupação tinha como objetivo pressionar a universidade em relação a pautas internas e reivindicações ligadas às condições estudantis e decisões administrativas. Já a Polícia Militar atuou para cumprir a determinação de reintegração do espaço público.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre pessoas feridas ou detidas durante a operação. A universidade e os órgãos de segurança ainda devem divulgar um posicionamento mais detalhado sobre a ocorrência.
A desocupação reacende o debate sobre manifestações dentro das universidades públicas e o limite da atuação policial em ambientes acadêmicos, tema que frequentemente gera repercussão entre entidades estudantis, autoridades e a sociedade.
