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Projeto amplia parcelamento para extensão de energia elétrica em áreas rurais de MS


Proposta busca facilitar acesso ao serviço em propriedades afastadas, reduzindo impacto financeiro para consumidores.
Projeto em tramitação na Assembleia Legislativa amplia condições de parcelamento para levar energia elétrica a propriedades rurais isoladas (Foto: Divulgação/ALEMS). Por: Editorial | 11/05/2026 13:31

Tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul o Projeto de Lei 56/2026, de autoria do deputado Antonio Vaz (Republicanos), que amplia as condições de parcelamento dos custos para extensão da rede elétrica em áreas rurais do Estado.

A proposta tem como objetivo facilitar o acesso à energia elétrica em regiões onde a rede de distribuição não chega de forma regular, principalmente devido à distância e aos altos custos de implantação da infraestrutura.

De acordo com o texto, consumidores rurais que precisarem arcar com os custos da extensão da rede poderão parcelar o valor em, no mínimo, 12 parcelas mensais, iguais e sucessivas. O projeto também determina que as parcelas poderão ser corrigidas apenas por índice oficial de inflação, proibindo a cobrança de juros remuneratórios.

A medida será aplicada exclusivamente aos casos em que o imóvel esteja localizado em área rural, não haja rede compatível próxima e o custo da obra seja de responsabilidade individual do consumidor.

O projeto define como área rural sem rede próxima os locais em que a infraestrutura elétrica existente esteja além dos limites técnicos de atendimento ordinário, conforme regras da concessionária e regulamentação vigente.

Na justificativa, o deputado destaca que o fornecimento de energia elétrica é um serviço essencial e fundamental para garantir direitos básicos, como saúde, educação e moradia, especialmente no meio rural.

Segundo o parlamentar, apesar dos avanços na eletrificação do Estado, ainda existem diversas propriedades isoladas que enfrentam dificuldades para acessar o serviço devido ao alto custo das obras necessárias.

O autor também argumenta que o modelo atual de parcelamento oferecido pelas concessionárias é insuficiente para a realidade econômica de muitos produtores rurais, dificultando a ligação de novas unidades consumidoras.

Caso seja aprovado, o projeto prevê que as concessionárias terão prazo de até 90 dias após a publicação da lei para adequar seus procedimentos internos às novas regras. Com informações: Diário Digital




Diário do Interior MS
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