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Mistério no Mediterrâneo: navio russo que transportaria reatores nucleares afunda em circunstâncias ainda não esclarecidas


Investigação internacional aponta possível carga sensível com destino à Coreia do Norte e levanta hipóteses sobre explosões, intervenção militar e espionagem no fundo do mar.
Navio russo Ursa Major afundou no Mediterrâneo após série de explosões e caso segue sob investigação internacional (Foto: Reprodução/CNN) Por: Editorial | 12/05/2026 16:06

Um navio cargueiro de origem russa, identificado como Ursa Major, afundou no Mar Mediterrâneo em dezembro de 2024 em meio a uma sequência de explosões que ainda não foram totalmente explicadas pelas autoridades. Segundo investigação divulgada pela CNN, a embarcação poderia estar transportando componentes associados a dois reatores nucleares destinados a submarinos, com possível destino final à Coreia do Norte.

De acordo com a apuração, o navio teria sofrido três explosões próximas à casa de máquinas enquanto navegava a cerca de 96 quilômetros da costa da Espanha. O incidente resultou na morte de dois tripulantes e no abandono da embarcação pelos demais ocupantes, que foram resgatados por equipes de salvamento espanholas.

A investigação indica ainda que a embarcação poderia estar envolvida em uma operação logística de alta sensibilidade, possivelmente ligada à transferência de tecnologia nuclear entre Rússia e Coreia do Norte. A hipótese ganha força no contexto de aproximação militar entre os dois países nos últimos anos.

Após o naufrágio, o local teria sido monitorado por aeronaves especializadas em detecção de material nuclear, além de navios militares russos e embarcações de inteligência. Relatos apontam que novas explosões teriam ocorrido na área dos destroços, aumentando as suspeitas sobre uma possível operação de encobrimento ou eliminação de evidências.

Autoridades espanholas confirmaram que o capitão do navio declarou que a embarcação transportava componentes de reatores semelhantes aos utilizados em submarinos, embora não haja confirmação sobre presença de material radioativo. Os destroços repousam a cerca de 2.500 metros de profundidade, o que dificulta operações de resgate e análise detalhada.

Especialistas em defesa consultados pela investigação afirmam que a natureza das explosões pode estar relacionada a diferentes hipóteses, incluindo impacto de armamento subaquático ou explosão por mina marítima, mas não há consenso sobre a causa do naufrágio.

Até o momento, governos envolvidos não apresentaram explicações conclusivas, e o caso segue sob investigação internacional, com múltiplas linhas de apuração envolvendo segurança marítima, espionagem e possível transferência de tecnologia nuclear. Com informações: CNN




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