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Hoje é Sábado, 25 de Julho de 2026.
(Foto: Reprodução)
Por: | 28/05/2023 18:08
Após ser preso com submetralhadora e pistolas, Luciano de Souza Barbosa, de 39 anos, o Pequinês, afirmou a polícia que é “colecionador, atirador e caçador” e por isso mantém o arsenal na casa em que mora no Bairro União, em Campo Grande. Em depoimento ele negou que a arma encontrada no carro que dirigia fosse sua e se descreveu “espantado” com a apreensão.
O flagrante acontece na tarde de ontem (9). O veículo de Luciano, um Onix, foi abordado após denúncias anônimas. Durante vistoria, os investigadores encontraram uma pistola calibre .380 com mira laser escondida no painel. O motorista afirmou que tinha mais armas em casa, mas todas eram registradas e com apostilamento do Exército Brasileiro. Os policiais foram ao endereço, no União, e lá apreenderam uma submetralhadora CT 40, uma pistola 9 milímetros, outra pistola calibre .380 e diversas munições calibre .380, .40 e 9 mm.
Sidney Fernandes da Silva, de 48 anos, também estava no veículo e foi preso com documento falso.
Em depoimento, Luciano afirmou ter cumprido todas as penas por crimes do passado e atualmente trabalha no setor de construção civil. Relatou que andava pela Avenida Prefeito Lúdio Martins Coelho quando ouviu as sirenes e percebeu a ordem de parada. Imediatamente obedeceu e entregou os documentos. Já conversava com a equipe da especializada quando a arma foi encontrada.
Nas palavras de Luciano, ele sequer sabia da pistola no carro, já que todas as armas ficam guardadas em casa. Se declarou “colecionador, atirador e caçador” e afirmou que o arsenal era devidamente regularizado e ainda que participa de clube de tiros. Por isso, negou ser o dono da pistola apreendida no painel do Onix.
Na delegacia, explicou que estava regularizando também a mudança de endereço junto do Exército Brasileiro e que todas as munições apreendidas foram adquiridas em lojas e sites oficiais. Luciano também negou que o segundo endereço vistoriado é seu escritório, afirmou que colocou uma placa no local apenas para divulgação. Essa versão foi desmentida pelo segundo preso.
Sidney contou à polícia que está foragido desde 2017 e por isso decidiu comprar uma nova identidade. Negociou com um homem em Ponta Porã e pagou R$ 2 mil por uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação) em nome de Reginaldo e com o documento falsou passou a ter outra vida. Desde essa época começou a trabalhar com Luciano, que foi seu genro por alguns anos e é o pai de dois dos seus netos.
O foragido contou outra versão sobre a arma. Explicou que o ex-genro foi vítima de tentativa de homicídio no ano passado e desde então reforçou a segurança, comprou a pistola por R$ 4 mil e andava com ela no carro.
Durante a abordagem, ele resolveu esconder a pistola enquanto Luciano conversava com os policiais. Afirmou que mora no endereço onde o colete foi encontrado, mas também funciona no imóvel o escritório do ex-genro, que lá são recebidos clientes e feitos pagamentos.
Confessou que o colete era seu, comprada há muitos anos para se defender de “possíveis atentados”. Apesar das versões conflitantes, os dois foram atuados em flagrante por posse irregular de arma e porte ilegal de arma e vão passar por audiência nesta manhã.
CAMPO GRANDE NEWS