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Eclipse solar total de 2027 poderá escurecer o céu por mais de seis minutos e já mobiliza astrônomos


Evento considerado um dos mais impressionantes do século XXI será visível em países da Europa, África e Oriente Médio
Fenômeno astronômico previsto para 2027 poderá proporcionar mais de seis minutos de escuridão total em diversos países (Foto: Nasa Por: Editorial | 13/05/2026 13:09

O mundo já começa a se preparar para acompanhar um dos eventos astronômicos mais extraordinários das últimas décadas. Previsto para ocorrer em 2 de agosto de 2027, o eclipse solar total que atravessará partes da Europa, África e Oriente Médio poderá atingir impressionantes 6 minutos e 23 segundos de duração, tempo considerado extremamente raro pelos especialistas.

Apontado por astrônomos como o “eclipse do século”, o fenômeno deve proporcionar uma experiência única para milhões de pessoas, transformando o dia em noite em diversas regiões do planeta. De acordo com estudos e projeções astronômicas da NASA, este será o eclipse total mais longo visível em áreas continentais durante todo o século XXI.

O interesse global pelo evento já movimenta pesquisadores, fotógrafos, agências de turismo e apaixonados por astronomia. Em vários países, observadores iniciaram o planejamento de viagens com antecedência para garantir presença nos pontos de melhor visibilidade.

A duração incomum do eclipse será resultado de uma combinação rara de fatores astronômicos. Na ocasião, a Lua estará próxima do perigeu, ponto da órbita em que fica mais próxima da Terra, fazendo com que seu tamanho aparente seja maior no céu e permitindo a cobertura total do Sol por mais tempo.

Outro fator decisivo será a trajetória da sombra lunar próxima à linha do Equador, onde o deslocamento ocorre de maneira mais lenta sobre a superfície terrestre. Essa condição amplia significativamente o período de escuridão total.

Normalmente, eclipses solares totais duram entre dois e três minutos. O fenômeno observado em 2024 na América do Norte ultrapassou quatro minutos, mas o evento previsto para 2027 entrará para uma categoria considerada excepcional. Especialistas afirmam que um eclipse semelhante somente deverá ocorrer novamente no ano de 2114.

A faixa de totalidade começará sobre o Oceano Atlântico e avançará em direção ao leste, passando por países como Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Regiões da Groenlândia e da Islândia também poderão observar parte do fenômeno.

O local de maior duração deverá ser registrado no sul do Egito, nas proximidades da cidade de Luxor, onde a escuridão total poderá ultrapassar seis minutos e vinte segundos. Na Espanha, cidades como Cádiz e Málaga também terão visão privilegiada do eclipse.

Além do desaparecimento gradual do Sol, o fenômeno proporciona efeitos visuais impressionantes. Pouco antes da totalidade, a luminosidade diminui rapidamente, a temperatura cai e animais passam a reagir como se fosse anoitecer.

Entre os efeitos ópticos mais conhecidos estão as chamadas Pérolas de Baily, pontos luminosos formados pelas irregularidades da superfície lunar, e o Anel de Diamante, quando apenas um pequeno feixe de luz solar permanece visível.

Durante o ápice do eclipse, a corona solar poderá ser observada a olho nu, revelando uma das imagens mais impressionantes da astronomia observacional. Estrelas e alguns planetas também poderão aparecer no céu em pleno dia.

O fenômeno, porém, não será visível do Brasil. Mesmo assim, muitos brasileiros já pesquisam roteiros internacionais para acompanhar o eclipse, principalmente em destinos como Egito, Marrocos e Espanha, considerados alguns dos melhores pontos de observação.

Especialistas alertam que a observação do eclipse exige cuidados rigorosos. O uso de óculos certificados com proteção adequada é indispensável para evitar danos permanentes à visão. Equipamentos como telescópios, câmeras e binóculos também necessitam de filtros solares específicos.

Para a comunidade científica e admiradores da astronomia, o eclipse solar total de 2027 promete entrar para a história como um dos fenômenos celestes mais marcantes desta geração.




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