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Consulta veterinária reforça importância da castração como alternativa segura para prevenção de doenças reprodutivas em animais (Foto: Divulgação/Subea).
Por: Editorial | 14/05/2026 14:06
Muito utilizada por tutores como alternativa de baixo custo para evitar crias indesejadas, a chamada “vacina anti-cio” tem sido alvo de alerta entre profissionais da medicina veterinária devido aos riscos que pode oferecer à saúde de cães e gatos. Apesar do nome popular, o produto não é uma vacina, mas sim um medicamento hormonal que interfere no ciclo reprodutivo das fêmeas e pode desencadear complicações graves.
Segundo especialistas, o uso frequente ou inadequado desse tipo de substância pode causar doenças como infecções uterinas, tumores mamários, diabetes, alterações hormonais severas e hiperplasia mamária, condição inflamatória que provoca aumento doloroso das glândulas mamárias e exige tratamento imediato.
O alerta é reforçado por profissionais da Superintendência de Bem-Estar Animal, que apontam o desconhecimento como um dos principais fatores para a utilização do medicamento. Muitos tutores acreditam que se trata de uma solução econômica e segura, sem considerar os riscos clínicos futuros.
Casos recentes atendidos pela equipe veterinária da superintendência reforçam a preocupação. Entre eles está o de uma gata diagnosticada com hiperplasia mamária associada ao uso do anticoncepcional hormonal, exigindo intervenção veterinária imediata para controle da inflamação.
Especialistas destacam que a castração continua sendo o método mais seguro e eficaz para prevenir gestações indesejadas e reduzir significativamente o risco de doenças hormonais, como tumores de mama e infecções uterinas. Além disso, o procedimento auxilia no controle populacional de cães e gatos, contribuindo para a redução do abandono e dos maus-tratos.
Em Campo Grande, a prefeitura oferece atendimento veterinário gratuito por meio da Subea, incluindo consultas, vacinação antirrábica, microchipagem e castração.
Os atendimentos são realizados na unidade localizada na Rua Rui Barbosa e também no consultório móvel que percorre bairros da Capital, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde animal.
A orientação dos veterinários é que tutores sempre busquem acompanhamento profissional antes de recorrer a qualquer método hormonal, priorizando medidas preventivas seguras e recomendadas clinicamente. Com informações: Campo Grande News
