|
Hoje é Sábado, 30 de Maio de 2026.
Ampliação da oferta de medicamentos oncológicos no SUS deve beneficiar milhares de pacientes e modernizar o tratamento contra o câncer no país (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Por: Editorial | 16/05/2026 08:08
Um avanço significativo para a saúde pública brasileira promete transformar o tratamento oncológico no país. O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de 23 medicamentos de alto custo ao Sistema Único de Saúde, ampliando o acesso a terapias modernas e fortalecendo o atendimento de pacientes diagnosticados com diferentes tipos de câncer.
A medida representa investimento de R$ 2,2 bilhões e deve beneficiar aproximadamente 112 mil pessoas em todo o território nacional. O anúncio foi realizado nesta sexta-feira durante evento oficial no Hospital de Amor, em Barretos, interior de São Paulo.
Os novos medicamentos serão destinados ao tratamento de 18 tipos da doença, incluindo câncer de pulmão, mama, próstata, ovário, rim, estômago, melanoma avançado, além de leucemias, linfomas e tumores neuroendócrinos. A iniciativa busca atualizar protocolos clínicos e substituir terapias consideradas defasadas na rede pública.
Entre os fármacos incorporados estão tratamentos amplamente utilizados na oncologia moderna, como Abemaciclibe, voltado ao câncer de mama; Abiraterona, indicado para câncer de próstata; Durvalumabe, Erlotinibe e Gefitinibe, empregados no combate ao câncer de pulmão; além de Pembrolizumabe e Nivolumabe, aplicados em casos avançados de melanoma.
Segundo o Ministério da Saúde, dez desses medicamentos serão adquiridos diretamente pela União. Os demais serão comprados por hospitais e centros especializados, com financiamento federal garantido por mecanismos específicos de repasse e custeio.
Além da ampliação terapêutica, o governo anunciou investimento adicional de R$ 50 milhões para implantação de uma tabela específica de financiamento para cirurgias robóticas oncológicas no SUS. A expectativa é de que nove equipamentos entrem em operação ainda este ano em unidades públicas de saúde.
Outra novidade é a inclusão de procedimentos de reconstrução mamária para pacientes submetidas à retirada parcial ou total das mamas, com previsão anual de R$ 27,4 milhões destinados à assistência.
Também foi confirmada a aquisição de 80 aceleradores lineares para ampliação da radioterapia no país e o lançamento da Rede Saúde Brasil, uma estrutura de banda larga voltada à realização de telecirurgias e expansão tecnológica da rede pública.
A expectativa é que as medidas fortaleçam a assistência oncológica nacional, reduzam desigualdades regionais e ofereçam tratamento mais eficaz e acessível para pacientes em todas as regiões do Brasil. Com informações: Agência Brasil
