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Motorista de Audi pede perdão à família e nega participação em racha fatal na BR-277


Jovem de 19 anos falou pela primeira vez sobre acidente que matou o motoboy Guilherme Xavier, em Curitiba.
Motocicleta ficou destruída após colisão envolvendo um Audi na BR-277, em Curitiba. (Foto: Marcelo Borges/Ric RECORD). Por: Editorial | 16/05/2026 08:52

O jovem de 19 anos que dirigia um Audi envolvido no acidente que matou Guilherme Xavier, de 30 anos, falou pela primeira vez sobre o caso ocorrido na BR-277, em Curitiba. A tragédia aconteceu na noite de 19 de março, na região do Orleans, e ganhou grande repercussão após a suspeita de participação em um racha na rodovia.

Em entrevista ao repórter Tiago Silva, da Ric RECORD, o rapaz negou que estivesse disputando corrida com outro veículo no momento da colisão.

“Em momento nenhum houve racha. Em momento nenhum a gente quis botar a vida de outra pessoa em risco, simplesmente, para fazer uma competição automobilística”, afirmou.

Segundo ele, o grupo seguia para uma lanchonete quando o acidente aconteceu. O motorista contou que trafegava em comboio com outros amigos, mas reforçou que não havia disputa entre os veículos.

“Assim que libera a passagem para a esquerda é a hora que eu acelero. Na subida, é a hora que o motociclista aparece na minha visão, eu só consegui ver a luz do freio dele”, relatou.

O jovem chegou a ficar preso por 17 dias durante as investigações, mas atualmente responde ao processo em liberdade. Ele também afirmou que permaneceu no local após a batida e colaborou com as autoridades.

“Eu permaneci no local até a ambulância chegar, bombeiros, PRF. Eu fiz o bafômetro, boletim de ocorrência e não fugi do local”, declarou.

O motorista admitiu ainda que trafegava acima da velocidade permitida, embora tenha dito não saber exatamente qual era a velocidade no momento do acidente.

“Estava um pouco acima do limite, mas não sei dizer precisamente qual a velocidade que eu estava”, disse.

Durante a entrevista, o rapaz revelou que passou a receber ameaças após o caso ganhar repercussão.

“Depois do acidente recebi muitas mensagens falando que iriam invadir a minha casa, matar todo mundo. Mandaram mensagem até para o meu irmão de nove anos”, contou.

Ao final, ele pediu perdão aos familiares da vítima.

“Peço perdão para a família, para a esposa, e que pelo menos tentem entender que foi algo que não fui eu que quis”, concluiu. Com informações: Banda B.




Diário do Interior MS
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