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Maldivas anunciam resgate de corpos de mergulhadores italianos em tragédia submarina


Grupo explorava cavernas a 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu; operação de resgate foi considerada de alto risco.
Área do Atol de Vaavu, nas Maldivas, onde ocorreu o acidente com mergulhadores italianos (Foto: Reprodução/Google Maps) Por: Editorial | 18/05/2026 07:07

O governo das Maldivas informou nesta segunda-feira (18) que os corpos de quatro mergulhadores italianos desaparecidos desde a última quinta-feira (14) foram localizados após dias de buscas intensas em uma área submarina de difícil acesso.

Segundo as autoridades locais, três mergulhadores finlandeses especializados em cavernas participaram da operação para tentar recuperar os corpos. Um quinto integrante do grupo, o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, já havia sido encontrado morto na sexta-feira (15).

As buscas chegaram a ser suspensas temporariamente após a morte do sargento-major Mohamed Mahudhee, integrante da equipe de resgate, que sofreu complicações relacionadas à descompressão no sábado (16). O governo classificou a missão como extremamente perigosa devido às condições marítimas adversas e à profundidade da região.

O acidente aconteceu no Atol de Vaavu, uma área conhecida por cavernas submarinas, túneis naturais e fortes correntes oceânicas. Os italianos exploravam uma região próxima à ilha de Alimatha, famosa entre mergulhadores pela rica vida marinha.

As autoridades acreditam que o grupo ficou preso em uma caverna submarina a cerca de 50 metros de profundidade — muito além do limite recomendado para mergulho recreativo, que gira em torno de 30 metros.

“O local é tão profundo e hostil que até equipes experientes evitam entrar nessas cavernas”, afirmou o porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef.

O caso é considerado o pior acidente de mergulho já registrado no arquipélago.

Quem são as vítimas

As vítimas identificadas pelas autoridades italianas são:

  • Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova;
  • Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica;
  • Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim;
  • Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho de Pádua;
  • Federico Gualtieri, instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia.

A Embaixada da Itália no Sri Lanka acompanha o caso e presta assistência às famílias das vítimas.

Região é conhecida por riscos em mergulhos

As Maldivas são um dos destinos turísticos mais procurados do mundo para mergulho, especialmente por conta dos recifes de coral, canais oceânicos profundos e biodiversidade marinha.

O arquipélago é formado por 1.192 ilhas de coral espalhadas ao longo de cerca de 800 quilômetros no Oceano Índico.

Segundo a polícia local, ao menos 112 turistas morreram em incidentes marítimos nas Maldivas nos últimos seis anos. Com informações: g1.




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