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Amanda Booth transformou um projeto terapêutico em negócio internacional ao criar joias personalizadas com materiais enviados pelos próprios clientes (Foto: Reprodução).
Por: Editorial | 18/05/2026 07:59
O que começou como uma forma de terapia em um momento delicado da vida se transformou em um negócio internacional e chamou a atenção de milhões de pessoas nas redes sociais. A artesã canadense Amanda Booth, de 36 anos, ganhou repercussão mundial ao produzir joias personalizadas a partir de materiais considerados incomuns, sempre carregados de forte valor sentimental para seus clientes.
Moradora de Brantford, na província de Ontário, no Canadá, Amanda revelou que iniciou o trabalho com argila como uma atividade terapêutica. Incentivada por familiares e amigos, passou a desenvolver peças sob encomenda e transformou o passatempo em uma empresa consolidada, com pedidos enviados para diversas partes do mundo.
O diferencial do trabalho está justamente na matéria-prima utilizada. Segundo a artesã, todos os materiais empregados pertencem exclusivamente aos próprios clientes, enviados para a produção das peças. Entre os itens já incorporados às criações estão leite materno, sangue menstrual, cordão umbilical, placenta, cabelos, dentes humanos, unhas, cinzas de entes queridos e até vestígios ligados a animais de estimação, como penas e garras.
Cada joia é desenvolvida de acordo com a história e o significado emocional atribuído pelo cliente. Muitas encomendas estão relacionadas a experiências marcantes, como maternidade, luto, perdas gestacionais e homenagens afetivas.
A demanda pelo trabalho tem crescido de forma significativa. Amanda afirma receber entre 100 e 150 pedidos por mês, com clientes que chegam a encomendar várias peças simultaneamente. O processo de produção pode levar cerca de oito semanas, dependendo da complexidade da criação.
Entre os trabalhos mais desafiadores já executados estão tabuleiros de xadrez confeccionados com cinzas humanas, que exigiram semanas de dedicação. Um dos pedidos mais curiosos, segundo ela, foi a transformação de uma unha humana em pingente decorativo.
Apesar do sucesso, a artesã afirma enfrentar críticas frequentes nas redes sociais, muitas delas marcadas por comentários ofensivos ou reações de estranhamento. Amanda conta que, embora no início essas manifestações a abalassem, atualmente prefere lidar com a situação com leveza e bom humor.
Com clientes espalhados por países como Japão, Austrália, Hong Kong, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá e diversas regiões da Europa e África, Amanda consolidou uma proposta artística singular, transformando lembranças pessoais em joias exclusivas que carregam histórias únicas. Com informações: Bacci Notícias
