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Pesquisa australiana aponta que consumo prolongado de açúcar pode causar prejuízos duradouros à memória, mesmo após mudança alimentar (Foto: Reprodução/Freepik).
Por: Editorial | 18/05/2026 13:41
Uma pesquisa conduzida por cientistas australianos trouxe um novo alerta sobre os efeitos do consumo excessivo de açúcar na saúde cerebral. De acordo com o estudo, substituir uma alimentação rica em açúcar e gordura por hábitos mais saudáveis pode trazer benefícios ao organismo, mas não é suficiente para restaurar completamente a memória comprometida ao longo do tempo.
O levantamento, publicado na revista científica Nutritional Neuroscience, foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Sydney e incluiu testes realizados em ratos, além da análise de 27 estudos científicos relacionados ao tema.
Os resultados indicam que, embora a mudança alimentar possa promover alguma recuperação cognitiva, a memória não retorna aos mesmos níveis observados em indivíduos que nunca foram expostos a dietas com alto teor de alimentos ultraprocessados e açucarados.
Segundo os pesquisadores, os melhores sinais de recuperação foram observados em casos relacionados ao consumo elevado de gorduras. Já quando o excesso envolvia açúcar adicionado, especialmente combinado a dietas ricas em gordura, os indícios de reversão foram significativamente menores.
A principal autora do estudo, Simone Rehn, destacou que os dados sugerem que o açúcar pode exercer papel determinante na limitação da recuperação da memória, mesmo após a adoção de uma alimentação equilibrada.
Além dos impactos cognitivos, os cientistas também avaliaram possíveis mudanças em fatores como ansiedade, nível de atividade física e motivação alimentar após a troca de dieta. No entanto, os resultados nessas áreas não apresentaram alterações consistentes.
Os pesquisadores ressaltam que, apesar das conclusões, adotar hábitos alimentares saudáveis continua sendo essencial para a qualidade de vida e prevenção de doenças. No entanto, o estudo reforça que os danos provocados por anos de alimentação inadequada podem deixar efeitos duradouros, especialmente sobre o funcionamento cerebral.
A descoberta reforça a importância de políticas de prevenção e educação alimentar desde a infância, período considerado crucial para o desenvolvimento neurológico e para a construção de hábitos que impactam a saúde ao longo da vida. Com informações: Metrópoles
