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Mulher teria usado crise do metanol para envenenar cerveja do marido e cometer homicídio em SC, aponta investigação


Polícia afirma que suspeita e amante planejaram o crime em Videira; vítima, um empresário do ramo funerário, morreu após ser envenenada com diferentes substâncias.
Empresário do ramo funerário morreu após internação em estado grave em hospital de Videira, no Oeste de Santa Catarina (Foto: Reprodução/Redes sociais) Por: Editorial | 19/05/2026 08:48

Uma investigação da Polícia Civil de Santa Catarina aponta que uma mulher teria aproveitado a repercussão nacional da chamada “crise do metanol” para envenenar o próprio marido em Videira, no Oeste do estado. O caso envolve ainda a participação do amante da suspeita, segundo as autoridades.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, a hipótese é de que a investigada tenha inserido metanol na cerveja consumida pela vítima, utilizando o contexto de alerta nacional sobre intoxicações por bebidas adulteradas como forma de disfarçar o crime.

A chamada “crise do metanol” ocorreu em 2025, quando casos de intoxicação grave foram registrados no país após o consumo de bebidas alcoólicas falsificadas contaminadas com a substância, altamente tóxica e de uso industrial.

A vítima, identificada como um empresário do ramo funerário de 54 anos, morreu em 15 de fevereiro após permanecer internado por cerca de 10 dias em estado grave. Ele havia sido hospitalizado no início do mês, após apresentar piora no quadro de saúde.

As investigações indicam que o homem teria sido envenenado ao longo de aproximadamente um mês, com a utilização de diferentes substâncias tóxicas. Além do metanol, também teriam sido identificados o uso de soda cáustica e de um agrotóxico popularmente conhecido como “chumbinho”.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita e o comparsa teriam atuado de forma planejada, com o objetivo de simular uma morte por causas naturais. O caso também aponta possível motivação patrimonial e intenção de ambos viverem juntos após o crime.

O inquérito ainda revelou que a mulher teria realizado pagamentos a um profissional de enfermagem para obter informações sobre o estado clínico da vítima durante a internação, o que também está sob apuração.

Os dois investigados foram indiciados e estão presos preventivamente em diferentes estados. Eles devem responder por homicídio qualificado, incluindo agravantes como uso de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima. Com informações: g1




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