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Exame HCV-RNA será utilizado para confirmar a cura de pacientes com hepatite C após tratamento na rede de saúde de Campo Grande (Foto: Reprodução)
Por: Editorial | 20/05/2026 14:49
A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) passou a exigir o monitoramento da cura de pacientes em tratamento contra hepatite C em toda a rede pública e privada do município. A determinação foi publicada nesta quarta-feira (20) por meio de resolução assinada pelo secretário municipal de Saúde.
A norma estabelece que o acompanhamento do paciente deve continuar mesmo após o término da terapia, com a confirmação da cura sendo realizada por meio do exame HCV-RNA, também conhecido como teste de carga viral.
O exame deverá ser feito 12 semanas após o fim do tratamento para verificar a chamada resposta virológica sustentada, indicador que confirma se o vírus permanece indetectável no organismo e se o tratamento foi efetivo.
Segundo o texto da resolução, o objetivo da medida é fortalecer o monitoramento dos casos e garantir o cumprimento das metas previstas no Plano Municipal de Saúde 2026-2029, que prevê taxa mínima de 90% de cura entre os pacientes diagnosticados e tratados.
A nova regra também determina que hospitais, clínicas e demais serviços de saúde mantenham registro atualizado dos exames, além de alimentar os sistemas oficiais de informação e acompanhar a evolução clínica dos pacientes durante e após o tratamento.
A coordenação das ações ficará sob responsabilidade das equipes de vigilância e controle das hepatites virais, que deverão monitorar os indicadores de diagnóstico, tratamento e cura no município.
A resolução se baseia em protocolos do Ministério da Saúde e no plano nacional de eliminação da hepatite C como problema de saúde pública até 2030.
A medida complementa outra norma publicada recentemente pela Sesau, que tornou obrigatória a notificação dos casos de hepatite B e C na Capital, ampliando o controle sobre o diagnóstico e agora também sobre a confirmação de cura.
Dados da Secretaria indicam que a hepatite segue como um problema relevante de saúde pública, com registros de novos casos e taxas de positividade em testes realizados na rede municipal.
A doença, considerada silenciosa em muitos casos, pode evoluir de forma assintomática por anos, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo dos pacientes. Com informações: Campo Grande News
