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Luisa Mell denuncia rede digital de violência extrema contra animais e cobra investigação urgente


Ativista expõe relatos alarmantes sobre crimes praticados em ambientes virtuais fechados e reforça apelo por medidas legislativas imediatas.
Luisa Mell reforça alerta sobre denúncias de violência animal e crimes virtuais em plataformas digitais, cobrando investigação imediata das autoridades (Foto: Reprodução/Redes Sociais). Por: Editorial | 21/05/2026 07:05

A ativista e defensora da causa animal Luisa Mell voltou a mobilizar a opinião pública ao denunciar a existência de comunidades clandestinas em plataformas digitais onde, segundo relatos, crimes de extrema crueldade contra animais estariam sendo praticados e compartilhados de forma recorrente. A denúncia reacendeu o debate sobre fiscalização de conteúdos ilícitos e a necessidade de endurecimento das leis voltadas ao combate de crimes virtuais no Brasil.

Em publicação recente, Luisa Mell destacou que a repercussão gerada por casos isolados de violência animal revela apenas uma pequena parcela de uma realidade muito mais grave. De acordo com a ativista, servidores fechados estariam sendo utilizados para a transmissão de atos violentos contra animais, com episódios ocorrendo de maneira frequente e sob a observação de integrantes dessas comunidades.

Além das denúncias envolvendo maus-tratos, os relatos também apontam para práticas de manipulação psicológica direcionadas a crianças e adolescentes. Segundo informações divulgadas, menores estariam sendo induzidos a desafios nocivos, incluindo episódios de automutilação transmitidos ao vivo, o que elevou o alerta entre especialistas em segurança digital e proteção infantojuvenil.

A gravidade das acusações intensificou a pressão pela instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar a atuação dessas redes clandestinas e apurar possíveis falhas na moderação e fiscalização das plataformas digitais utilizadas para tais práticas.

Especialistas defendem que o avanço desses crimes exige resposta articulada entre autoridades, empresas de tecnologia e legisladores. A ausência de mecanismos eficazes de monitoramento, aliada à rápida expansão de comunidades restritas, amplia o desafio para órgãos de investigação e proteção.

A mobilização popular tem crescido nas redes sociais, impulsionada pelo apelo de Luisa Mell para que parlamentares, veículos de imprensa, artistas e influenciadores ampliem a pressão por mudanças legislativas capazes de fortalecer o combate a crimes digitais dessa natureza.

Rede global de crueldade contra gatos:

A rede começou na China, mas hoje possui membros em diversos países, incluindo o Reino Unido. Os grupos funcionam em plataformas criptografadas, onde participantes discutem métodos de tortura e incentivam novos integrantes a mutilar gatos e enviar vídeos como prova de participação. Em alguns casos, há relatos de crianças admitindo práticas de tortura, e competições promovidas para matar o maior número de gatos em menor tempo.

Entre maio de 2023 e maio de 2024, ativistas do grupo Feline Guardians documentaram 24 grupos ativos, com o maior ultrapassando mil membros. Estima-se que um único torturador tenha matado mais de 200 gatos, enquanto novos vídeos eram publicados, em média, a cada 14 horas.

O surgimento desses vídeos na China, em 2023, levou à detenção temporária de Wang Chaoyi, responsável por dois vídeos explícitos, que foi obrigado a emitir uma “carta de arrependimento”. No entanto, o material criou seguidores e inspirou a produção de conteúdo similar em redes ocidentais. Um dos administradores, conhecido como “Little Winnie”, com uma foto de perfil zombando do líder chinês Xi Jinping, coordena várias contas em fóruns de tortura de gatos.

A Feline Guardians tem pressionado autoridades, incluindo manifestações em frente à Embaixada da China em Londres, exigindo ação contra a propagação do conteúdo. A ausência de legislação na China continental permite que torturadores operem livremente, expondo vídeos para um público global, inclusive crianças.

Os especialistas alertam que essas redes online podem incentivar comportamentos violentos e dessensibilizar jovens. Além da crueldade contra animais, há evidências de ligação com extremismo e crimes contra seres humanos em alguns grupos.

Apesar do impacto psicológico, os ativistas continuam suas investigações, acreditando que a exposição e o monitoramento dessas redes são essenciais para impedir a propagação da violência.




Diário do Interior MS
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