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Agronegócio terá acesso a crédito do FAT para investir em inovação e tecnologia


Nova regra aprovada pelo CMN amplia financiamentos para produtores rurais, pesca, aquicultura e produção florestal.
Nova linha de crédito permitirá investimentos em máquinas, inovação e digitalização no agronegócio. (Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux) Por: Editorial | 21/05/2026 07:50

Produtores rurais que desejam investir em inovação tecnológica poderão contar com uma nova linha especial de crédito com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A medida foi aprovada nesta quarta-feira (20) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A mudança amplia o acesso aos financiamentos para empresários individuais e pessoas físicas que atuam no agronegócio, na produção florestal, na pesca e na aquicultura.

Na prática, trabalhadores desses setores poderão contratar crédito para modernização tecnológica, compra de máquinas e equipamentos e digitalização das atividades produtivas.

Os recursos são repassados pelo FAT ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, responsável por operar os programas de financiamento com juros subsidiados.

O que muda

Antes da decisão do CMN, as operações de crédito eram limitadas a empresas formalmente organizadas. Com a nova regulamentação, pessoas físicas e empresários individuais também passam a ser reconhecidos como beneficiários das linhas de financiamento.

A medida vale para trabalhadores residentes no Brasil que exerçam atividades ligadas aos seguintes segmentos:

  • agronegócio;
  • produção florestal;
  • pesca;
  • aquicultura;
  • serviços relacionados a esses setores.

Como funciona

Os financiamentos utilizam recursos do FAT, fundo abastecido principalmente pelas contribuições do PIS e Pasep. O dinheiro é transferido ao BNDES, que oferece linhas de crédito voltadas ao investimento produtivo.

As operações utilizam a Taxa Referencial (TR) como base de remuneração, o que pode tornar os financiamentos mais acessíveis em relação às modalidades tradicionais do mercado.

Segundo o governo federal, os recursos poderão ser utilizados para:

  • aquisição de máquinas e equipamentos;
  • modernização tecnológica;
  • digitalização da produção;
  • aumento da produtividade;
  • melhoria das condições de trabalho e produção.

Impactos esperados

A expectativa do governo é que a medida estimule a produção e comercialização de máquinas agrícolas e equipamentos tecnológicos, além de beneficiar fabricantes, distribuidores e prestadores de serviço.

A avaliação também é de que a iniciativa poderá contribuir para geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento da atividade econômica nas regiões atendidas.

Quem compõe o CMN

O Conselho Monetário Nacional é o principal órgão responsável pelas diretrizes das políticas monetária, cambial e de crédito do país.

Atualmente, o CMN é presidido por Dario Durigan e composto ainda por Gabriel Galípolo e Bruno Moretti. Com informações: Midia News MS.




Diário do Interior MS
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