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Frio extremo e geadas já provocaram a morte de bovinos em propriedades rurais do sul de Mato Grosso do Sul e elevaram o alerta entre pecuaristas (Foto: Reprodução/Arquivo).
Por: Editorial | 21/05/2026 08:34
O avanço de uma intensa massa de ar polar sobre Mato Grosso do Sul já começa a provocar impactos severos na pecuária estadual. Pelo menos 83 bovinos morreram em propriedades rurais da região sul após enfrentarem uma sequência de frio extremo, chuva persistente, ventos fortes e formação de geadas, cenário que elevou o nível de preocupação entre produtores e autoridades sanitárias.
Os registros foram comunicados oficialmente à Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal até esta terça-feira. A maior parte das perdas ocorreu em quatro fazendas localizadas na região de Nova Andradina, onde 74 animais não resistiram às condições climáticas adversas. Outro caso foi registrado em Angélica, com a morte de nove bovinos.
Diante da previsão climática desfavorável, a Iagro já havia emitido alerta preventivo aos pecuaristas no início do mês, antes mesmo da chegada da primeira onda de frio. O comunicado orientava reforço nos cuidados com o rebanho, especialmente em áreas abertas e sem proteção natural contra ventos e umidade.
Especialistas apontam que a combinação entre baixas temperaturas, exposição prolongada à chuva e ventos intensos favorece quadros de hipotermia, sobretudo em animais mais vulneráveis. Bezerros recém-nascidos, vacas prenhes, bovinos idosos e animais submetidos recentemente a transporte, desmama ou manejo estão entre os grupos de maior risco.
Além das mortes diretas provocadas pelo frio, o cenário também compromete a oferta de alimento. De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, as geadas afetam principalmente pastagens formadas por gramíneas tropicais, como as braquiárias, reduzindo o valor nutricional disponível ao rebanho.
A escassez de forragem impacta diretamente o desempenho produtivo dos animais, provocando perda de peso, queda na produtividade e maior suscetibilidade a doenças respiratórias e infecciosas.
A situação é agravada pelo comportamento climático típico do inverno no Centro-Oeste. A redução no volume de chuvas, associada aos dias mais curtos e às temperaturas reduzidas, desacelera o crescimento da vegetação e limita a recuperação das áreas de pastagem.
Produtores seguem em alerta enquanto novas frentes frias são monitoradas para os próximos dias. Técnicos reforçam a necessidade de medidas emergenciais, como suplementação alimentar, instalação de barreiras contra vento e proteção reforçada para animais mais sensíveis, a fim de evitar novas perdas no campo. Com informações: Dourados Agora
