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Escrivã denuncia constrangimento e acusa abordagem discriminatória em supermercado na Bahia


Policial civil de 63 anos afirma ter sido acusada injustamente de furto durante compras e relata forte abalo emocional após o episódio.
Escrivã da Polícia Civil da Bahia denunciou constrangimento e suposta injúria racial após abordagem em supermercado de Lauro de Freitas (Foto: Divulgação/PCBA). Por: Editorial | 21/05/2026 13:22

A escrivã da Polícia Civil da Bahia, Maria Madalena Nascimento, de 63 anos, denunciou ter sido vítima de constrangimento e suposta injúria racial durante uma abordagem realizada por seguranças de um supermercado em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador.

Segundo relato da servidora, o episódio ocorreu enquanto ela fazia compras e entrou no estabelecimento apenas para consultar o preço de um produto. A policial afirmou que carregava uma sacola com mercadorias adquiridas anteriormente em outro supermercado.

Em depoimento divulgado pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia, Maria Madalena contou que percebeu a observação insistente de um segurança enquanto circulava pelo local. Ao decidir deixar o estabelecimento sem efetuar compra, ela teria sido abordada já do lado de fora por outro funcionário, que a acusou de ter furtado um frango supostamente pertencente ao supermercado.

A escrivã relatou que explicou ter adquirido o item em outro estabelecimento e apresentou a nota fiscal da compra. Ainda assim, segundo ela, o segurança insistiu na acusação e exigiu que o acompanhasse para averiguação.

Diante da insistência, a policial afirmou ter mostrado o distintivo funcional para se identificar, reforçando que não havia cometido qualquer irregularidade. Ela destacou que a situação gerou grande constrangimento público e forte impacto emocional.

Após o ocorrido, Maria Madalena registrou boletim de ocorrência na 23ª Delegacia Territorial e passou a receber acompanhamento jurídico e institucional do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia.

Em nota pública, o presidente do Sindpoc, Eustácio Lopes, afirmou que a entidade acompanhará o caso até a completa apuração dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos, ressaltando que qualquer forma de discriminação deve ser combatida com rigor.

A escrivã declarou que vem enfrentando abalo psicológico desde o episódio e afirmou estar em tratamento medicamentoso devido ao impacto emocional sofrido.

O caso segue sendo apurado pelas autoridades competentes. Com informações: Metrópoloes




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