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Fiscalizações da Energisa identificaram milhares de irregularidades e recuperaram energia suficiente para abastecer 65 mil residências por um ano. (Foto: Divulgação/Energisa)
Por: Editorial | 21/05/2026 13:56
As ações de combate ao furto de energia elétrica em Mato Grosso do Sul resultaram na recuperação de 5,4 gigawatt-hora (GWh) apenas nos quatro primeiros meses de 2026. Segundo a concessionária, o volume seria suficiente para abastecer cerca de 65 mil residências durante um ano.
De acordo com a Energisa Mato Grosso do Sul, foram identificadas 2.977 irregularidades em unidades consumidoras em todo o Estado.
Desse total, 1.400 casos estavam relacionados a desvios de energia, conhecidos popularmente como “gatos”, enquanto outras 1.577 ocorrências envolviam adulterações em medidores de consumo.
Campo Grande concentrou 42% dos registros identificados nos primeiros meses do ano, liderando o ranking de irregularidades.
Para intensificar o combate às fraudes, a concessionária realizou cerca de 19.880 inspeções técnicas, além de operações conjuntas com as polícias Civil e Militar. As ações resultaram em quatro prisões até o momento.
A empresa informou ainda que pretende realizar outras 18 operações integradas com forças de segurança até o fim de 2026.
Segundo o coordenador de combate a perdas da Energisa MS, Alex Almeida, o trabalho envolve tecnologia, monitoramento da rede e fiscalização em campo.
“A prática é ilegal e extremamente prejudicial para a segurança da população e para o sistema elétrico”, destacou.
Além do prejuízo financeiro, o furto de energia pode provocar choques elétricos, incêndios, curtos-circuitos e acidentes graves. As ligações clandestinas também podem causar sobrecarga na rede, oscilações no fornecimento, queima de equipamentos e interrupções no serviço.
O furto de energia é considerado crime pelo Código Penal Brasileiro e pode resultar em prisão, além da obrigação de ressarcimento dos valores desviados.
A Energisa reforçou que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais de atendimento da concessionária ou diretamente à polícia. Com informações: Diario Digital.
