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Justiça condena Chapecoense a indenizar família de jornalista morto em tragédia aérea


Decisão reconhece responsabilidade solidária do clube por contratação de voo que caiu em Medellín e vitimou 71 pessoas.
Tragédia aérea que vitimou a delegação da Chapecoense completa dez anos em novembro e segue gerando desdobramentos judiciais (Foto: Reprodução/EFE). Por: Editorial | 21/05/2026 14:25

A Justiça condenou a Associação Chapecoense de Futebol ao pagamento de R$ 450 mil à família do jornalista Giovani Klein Victoria, uma das vítimas da tragédia aérea ocorrida em 2016, em Medellín, na Colômbia. O acidente, que vitimou 71 pessoas, completará dez anos em novembro deste ano.

Na sentença, o magistrado reconheceu a responsabilidade civil objetiva e solidária do clube catarinense pela contratação do transporte aéreo junto à companhia LaMia. Segundo a decisão judicial, houve negligência na escolha da empresa responsável pelo voo, com destaque para a adoção de critérios financeiros considerados inadequados diante da segurança operacional.

A indenização será dividida entre os três autores da ação judicial, sendo a esposa e os pais do jornalista, que receberão R$ 150 mil cada a título de danos morais.

Por outro lado, os pedidos relacionados a danos materiais e pensão mensal para a companheira da vítima foram negados pela Justiça. A decisão considerou insuficientes as provas apresentadas para comprovar dependência econômica e prejuízos financeiros diretos decorrentes da morte.

Em manifestação oficial, a Chapecoense informou que não irá comentar o teor da sentença neste momento, destacando que o processo ainda tramita judicialmente e poderá ser objeto de novos recursos.

A defesa do clube argumentou que o jornalista viajava sem vínculo contratual direto com a equipe, na condição de profissional de imprensa convidado, e que isso afastaria eventual obrigação civil. O entendimento, no entanto, não foi acolhido pela Justiça.

Natural de Pelotas, Giovani Klein tinha 28 anos e atuava na cobertura esportiva da RBS TV em Chapecó desde 2014.

A tragédia aconteceu na madrugada de 29 de novembro de 2016, quando a aeronave que transportava a delegação da Chapecoense para a final inédita da Copa Sul-Americana caiu pouco antes de pousar em Medellín. A investigação oficial concluiu que o acidente foi causado pela falta de combustível.

Entre os sobreviventes está o lateral-direito Alan Ruschel, que retomou a carreira profissional após o acidente e atualmente defende o Esporte Clube Juventude na elite do futebol nacional. Com informações: EFE




Diário do Interior MS
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